
Nos últimos dias, um aviso divulgado pela NASA chamou a atenção de pessoas ao redor do mundo e gerou uma onda de curiosidade, especulações e até preocupação. A palavra “apagão” rapidamente ganhou força nas redes sociais, mas, ao contrário do que muitos imaginaram, não se trata de falta de energia elétrica ou colapso tecnológico.
O aviso está ligado a um evento astronômico raro, fascinante e totalmente natural: um eclipse lunar total, descrito pela própria NASA em seu site oficial como um espetáculo visível a olho nu e seguro para observação.
Segundo a agência espacial, o fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua. Nesse alinhamento, o planeta projeta sua sombra sobre o satélite natural, provocando um escurecimento gradual até que a Lua fique completamente encoberta.
É esse momento que muitas pessoas chamam, de forma simbólica, de “apagão no céu”, no qual, durante cerca de 58 minutos, a Lua deixa de refletir a luz solar direta e assume um tom avermelhado intenso, conhecido popularmente como Lua de Sangue.
A NASA explica que essa coloração acontece porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a Lua. Nesse trajeto, as cores azuladas se dispersam, enquanto os tons vermelhos e alaranjados continuam, criando o efeito visual impressionante.
Apesar do nome dramático, o fenômeno não representa perigo algum para a população, nem indica qualquer evento catastrófico.
O eclipse coincide com a Lua Cheia de março, que será no dia 03/03, tradicionalmente chamada de Lua das Minhocas. Essa denominação tem origem em culturas indígenas e rurais do Hemisfério Norte, onde o mês de março marca a transição do inverno para a primavera.
É nesse período que o solo começa a descongelar e as minhocas reaparecem, simbolizando renovação e ciclos naturais — um detalhe cultural que torna o evento ainda mais interessante do ponto de vista histórico e simbólico.
Entretanto, visibilidade do eclipse depende da localização geográfica. De acordo com a NASA, ele poderá ser observado em diferentes partes do planeta, incluindo regiões da América e partes da Ásia, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
No Brasil, o eclipse será parcialmente visível, principalmente nas fases iniciais – cerca de 05:44 (horário de Brasília), e penumbrais, mas a Lua pode estar muito baixa no horizonte ou já se pondo durante as fases principais, dificultando a visão completa.
No entanto, o horário pode variar um pouco conforme sua cidade. Mesmo assim, em muitas regiões brasileiras a Lua estará abaixo do horizonte durante a fase mais profunda do eclipse, então a observação completa pode ser difícil.
De acordo com a NASA, o eclipse não será visível na Europa, grande parte da África e Leste da Ásia — a Lua estará abaixo do horizonte ou o eclipse ocorre em plena luz do dia nessa parte do mundo, então não será visível diretamente no céu.
Para quem estiver em áreas com boa visibilidade, a agência recomenda escolher locais com baixa poluição luminosa, como áreas afastadas de grandes centros urbanos.
Outro ponto importante destacado pela NASA é que, diferentemente dos eclipses solares, os eclipses lunares não oferecem risco à visão. Isso significa que não é necessário nenhum tipo de equipamento especial para observar o fenômeno. Ainda assim, binóculos ou telescópios simples podem enriquecer a experiência, permitindo observar detalhes da superfície lunar durante o eclipse.
Mais do que um “apagão”, esse evento é um convite para olhar para o céu e compreender melhor os movimentos do universo. A NASA reforça que fenômenos como esse ajudam a despertar o interesse pela ciência, pela astronomia e pela compreensão do nosso lugar no cosmos.
Então, prepare-se, escolha um bom local de observação e aproveite um dos espetáculos naturais mais impressionantes que o espaço pode oferecer.
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