Você é seu melhor amigo ou seu pior inimigo? Para e pense se as suas atitudes jogam contra ou a seu favor e terá a resposta. Compreendendo nosso papel nas consequências de nossa vida, entendemos que a nossa principal guerra não é contra o mundo, mas contra nós mesmos porque não podemos controlar os acontecimentos de fora, mas somos donos do nosso mundo interno, por mais difícil que seja manter o controle.

Podemos perder para a fraqueza, outrora para a maledicência ou para o equilíbrio, por isso é preciso muita força interna para ganhar essa luta entre quem a gente é hoje contra quem queremos nos tornar. Será que você consegue? Veja alguns exemplos:

  • Agir pelo mal

Somos humanos e isso nos torna suscetíveis a ter ímpetos do mal. A atitude que faz a diferença na alma é aceitar que não somos de todo bons e, então, vencer esse sentimento lutando contra os pensamentos e atitudes de maldade e substituindo-os pelo que nos acrescente paz.

  • Perder para o temperamento

Existem pessoas que conseguem nos tirar do sério e sempre haverá. Nossa batalha está em favor da paciência. Respirar fundo e, em vez de responder de imediato, distrair a mente colocando o foco para bem longe da situação. É difícil, mas a recompensa de não revidar uma é maravilhosa e eterna.

  • Cometer um erro

Todos nós sabemos o que é certo e errado. Entretanto, muitas vezes, a impulsividade ou a irresponsabilidade faz com que avancemos além dos limites das pessoas, da ética e até mesmo dos nossos próprios princípios. Mas as consequências são tão problemáticas e acumulativas que nenhum ato desses vale a pena.

  • Ter pensamentos negativos

Sobre alguma situação, alguém e até sobre nós mesmos. Quando os pensamentos ruins brotam na mente é hora de entrar na briga e expulsá-los da nossa vida. Faça um esforço. Eles vão voltar. Continue buscando pensamentos bons. Não desista. Você precisa pensar o bem para ser feliz.

  • Desvalorizar a si mesmos

Tire da sua cabeça toda a ideia de que você não tem capacidade. Que seu valor é inferior ao dos outros. E, também, pare de verbalizar tais blasfêmias contra si mesmo. Foque nas suas qualidades e em planos para superar defeitos, mas jamais perca essa batalha porque ninguém vai conseguir lhe colocar para cima se você vive se colocando para baixo.

  • Falar mal dos outros

É uma tendência de quem foi ferido. Diminuir ou expor o outro é uma forma de aliviar a dor, mas isso não cura o coração, apenas o engana e traz uma energia muito ruim para a nossa vida. Por isso se policie. Toda vez que for falar algo negativo, segure o ímpeto. Seja forte.

  • Sentir medo

Existem medos que nos alertam, mas há aqueles que são invenções da nossa cabeça, ou criados a partir de acontecimentos ou traumas. Vencer medos irreais é a luta mais difícil que temos na vida. Mas muito vale a pena. Porque superá-los é soltar as amarras que nos impedem de ser feliz.

  • Vitimizar-se

Vitimizar-se é um pedido de socorro. É uma forma de demostrar nossa carência e solidão e, às vezes, nem nos sentimos tão vítimas, apenas queremos atenção. Mas antes de vencermos a dor da vida é preciso que a gente pare de falar do quanto somos sofredores. Se algo dói procurar uma ajuda real é o ideal. Complacência dos outros não cura ferida, apenas prolonga sofrimentos e nos faz realmente vítimas, porém, de nós mesmos.

Viemos a esse mundo para escrever uma linda história de vida e evoluir nossa alma. Seguir nesse caminho é exatamente o que nos torna mais fortes porque, quando vencemos os inimigos internos, nenhum inimigo da vida é capaz de nos derrubar.

Por: Luciano Cazz

Imagem de destaque by Chad Madden on Unsplash

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Luciano Cazz
Ator e escritor. Autor do livro "A tempestade depois do arco-íris"e do blog Inspirando Luz.