Ele não suporta a lógica da vida, onde tudo morre. Ele não se entende com a morte em nenhum dos seus sentidos. A morte de uma vida, morte de um sonho, morte dos planos, morte do amor. Ele não concorda com a ideia de que tudo um dia tem que acabar. Para Ele coisas boas deveriam ser acumulativas, sem prazo de validade, vitalício. Ele sente a dor da perca e não sabe lidar com isso.

Sua mente está transtornada. Ele sente dores. Chora. Tantos “SE” tomam conta dos seus pensamentos. Ele se preocupa com Ela, mas sabe o quanto é forte. Ele não pode fazer nada por Ela. Mas Ela poderia por Ele. Ela de tantas lágrimas já derramadas pela vida não chora.

Ele não consegue segurar a saudade acumulada.

Anestesiado pela incessante dor Ele observa a despedida. Logo Ele que não sabe se despedir. Afagado por mãos desconhecidas Ele chora sem temer, sem entender, sem ter tido uma nova chance, uma nova oportunidade de dizer “Eu amo você”, “Obrigado”, “Estava com muita saudade” “Me abençoa” “Fica com Deus”.

Caminhado sozinho, distanciando de tudo e de todos Ele pragueja o fim. O fim do egoísmo, da mentira, da inveja, do medo, da incerteza, do amor não correspondido. Deseja a morte. A morte do preconceito, da violência, da ganância, da falta de amor! Ele chora sozinho. Em pensamento se despede sozinho, faz uma oração sozinho. Mais uma vez Ele não pôde estar com Ela quando Ela e Ele mais precisavam estar juntos.

A morte é mesmo um soco na boca do estômago. Ele sentiu essa dor por vários dias. Ainda sente aquele aperto no coração. Lembranças fazem visitas diárias, Ele as recebe bem. Forma de minimizar a falta. Ele não sabe como ela encara a morte. Como Ela esta lidando com isso. Ele queria ficar um tempo abraçado com Ela. Até ambos chorarem. Não será mais possível matar a saudade.

Por: Robson Rocha @ Instagram

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