“Planta assassina” foi proibida em Santa Catarina por risco grave à saúde — multa chega a R$1 mil

Esta planta parece só uma árvore ornamental comum, mas virou alvo de lei em Santa Catarina por ameaçar a fauna e os polinizadores.

Ela chama atenção de longe. Flores grandes, coloridas, aparência vistosa e presença fácil em calçadas e quintais. Só que, em Santa Catarina, essa árvore passou a ser vista de outro jeito: como a famosa “planta assassina”.

O apelido é duro, mas nasceu de uma preocupação real. O estado proibiu o cultivo e prevê multa de R$1.000 por exemplar mantido ou plantado, numa tentativa de proteger abelhas, outros polinizadores e a fauna nativa.

O assunto surpreende porque muita gente associa árvores e flores apenas à beleza. Aqui, o alerta é outro: nem toda planta ornamental é inofensiva, e algumas podem bagunçar bem mais do que um jardim.

Uma árvore bonita que virou alerta

Originária da África, a espatódea (Spathodea campanulata) foi trazida ao Brasil como árvore ornamental por causa das flores alaranjadas e do crescimento rápido. Durante anos, ela foi utilizada em ruas, praças e jardins por seu visual chamativo.

O problema é que estudos identificaram substâncias tóxicas presentes no pólen, no néctar e na mucilagem das flores. Esses compostos podem causar a morte de abelhas nativas, especialmente as espécies sem ferrão, além de afetar outros polinizadores importantes para o ecossistema.

Especialistas alertam que a redução das populações de abelhas impacta diretamente a biodiversidade, a reprodução de plantas e até a produção de alimentos.

Foi daí que surgiu a expressão “planta assassina”, usada para resumir o risco que ela representa para abelhas e outros polinizadores.

O que a lei em Santa Catarina proíbe

A regra em Santa Catarina não deixa espaço para dúvida: a espatódea não pode ser produzida, plantada nem mantida no estado. A medida vale desde 2019, com base na Lei Estadual nº 17.694.

Na prática, quem insiste em cultivar a espécie fica sujeito à multa de R$1.000 por planta. E não se trata de um detalhe burocrático. A ideia é frear a presença de uma árvore que entrou no radar ambiental por causa do risco à fauna.

Por que os polinizadores entram nessa história

Abelhas, borboletas e outros polinizadores fazem um trabalho silencioso que sustenta boa parte da vida ao redor. Sem eles, a produção de frutas, flores e sementes também sofre.

É por isso que a discussão vai além de uma árvore específica. Quando uma espécie exótica causa prejuízo a esse grupo, o impacto pode se espalhar. E o que parecia só um enfeite de jardim vira problema para várias espécies ao mesmo tempo.

Quem já tem a espécie no quintal precisa ficar atento

Muita gente pode ter a espatódea em casa sem saber que ela está proibida em Santa Catarina. Nessas horas, o melhor caminho é buscar orientação no órgão ambiental do estado ou na prefeitura antes de qualquer remoção.

Cortar e descartar sem cuidado também pode virar dor de cabeça. O ideal é entender a situação do terreno, o manejo correto e o destino adequado da árvore, especialmente quando a presença dela já está consolidada.

Imagem de Capa: Sábias Palavras





Jade Lourenço
Formada em Design Gráfico e atua como criadora de conteúdo para o Sábias Palavras, onde escreve artigos voltados para saúde, bem-estar, relacionamentos e entretenimento. Apaixonada por gatos, viagens e novas culturas, busco transformar informação em conteúdos leves, envolventes e acessíveis para o público.