Um estudo realizado por glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e da Universidade Utrecht da Holanda, e publicado na revista americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), revelou que o aquecimento global está a provocar um degelo mais rápido na Antártida do que aquele registado há 40 anos atrás, mais propriamente a uma velocidade seis vezes superior.

De acordo com Eric Rignot, cientista do sistema da Terra na UCL e principal autor do estudo, este ritmo irá provocar um aumento maior do nível do mar do que o que estava previsto.

“À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, esperamos que a Antártica aumente a elevação do nível do mar em vários metros nos próximos séculos”, disse recentemente Eric ao Science Daily.

Para este estudo foram analisadas as camadas de gelo de 18 regiões geográficas do continente por meio de fotos aéreas de alta resolução capturadas por aviões da Nasa e por satélites de diversas agências espaciais.

Os cientistas concluíram que entre os 1979 e 1990 a Antártica perdeu, em média, 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Contudo, entre 2009 e 2017, essa perda subiu perigosamente para as 252 bilhões de toneladas por ano, sendo que, se continuar a este ritmo, poderá provocar um grande aumento do nível do mar, o que irá resultar em inundações de várias cidades costeiras onde vivem milhões de pessoas por todo o Mundo.

Além disso, a temperatura dos oceanos também tem vindo a aumentar, acabando por acelerar ainda mais o processo de degelo.

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