Uma mulher de 44 anos surpreende a todos os seus seguidores nas redes sociais por levar uma vida de luxo e viagens com um trabalho que muitas vezes pode ser mal visto ou objeto de preconceito: o de empregada doméstica.

A argentina Yanina Alfaro disse em entrevista à Infobae que as pessoas veem como algo “raro” que uma empregada doméstica ganhe tanto dinheiro.

“Para me divertir como quero, tenho que acordar às seis da manhã”, disse a mulher, que viajou todo o seu país e visitou Miami e Disneylândia.

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Ela conta que durante mais de 10 anos teve que lutar contra a discriminação por ser empregada doméstica. E que até seu ex-marido escondia no que a mulher trabalhava.

Mas ela ultrapassou tudo isso. Ela agora viaja constantemente graças ao seu salário, se hospedando em hotéis luxuosos e já visitou os Estados Unidos.

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“Não são quatro horas de trabalho que eu faço. São 12 horas por dia, das 7h às 19h”, disse a mulher, que trabalha diariamente em casas de diferentes famílias. Com estas últimas, ela não precisa gastar dinheiro com aluguel.

Yanina ganhou vários fãs nas redes sociais por mostrar sua vida íntima e suas viagens. “O que notei é que as meninas que limpam as casas me seguem. Eles dizem que eu ‘inspiro’. Várias me perguntaram como consegui meu primeiro emprego.”, contou.

Ao mesmo tempo, a empregada doméstica sofre comentários de pessoas que duvidam que ela consiga ter essa vida com o tipo de trabalho que ela tem.

Yanina disse que a base de seu sucesso como empregada doméstica é o esforço que ela deve fazer todos os dias.

“Para me divertir do jeito que quero, tenho que acordar às seis da manhã, porque ninguém vai me dar nada. Acordo cedo e depois me dou uma semana no hotel mais caro de Ushuaia”, enfatizou.

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O que mais a tranquiliza em sua vida é saber que seus filhos cresceram e que ela conseguiu criá-los com base em seu esforço.

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“Eu gerencio meu tempo. Se eu não for trabalhar não é a morte de ninguém. Se um dia eu não for limpar, nada acontece. Se eu ficar doente, nada acontece. Se eu tiver que pedir um dia, também não. Se eu quiser férias, menos. E também cobro bem”, disse.

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Sobre as que lhe pedem conselhos nas redes sociais, Yanina disse que está sempre aberta a aconselhá-las, mas que têm de deixar claro que têm de se esforçar.

“Não estão psicologicamente preparados para o trabalho (…) Em Buenos Aires, sempre se pode fazer alguma coisa. Eu nunca falto ao trabalho. Na verdade, tenho bastante”, encerrou.

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