“Ele é frio como o gelo.”
“Parece que não tem sentimentos”
“Sinceramente não conheço ninguém tão frio como ele”.
“Se ele continua assim, vai ficar solteiro pro resto da vida e sem ninguém”.

São muitas as expressões que ouvimos dos outros quando decidimos nos afastar e pensar mais em nós que nos outros.
Por detrás de um rapaz sem sentimentos, por detrás de um rapaz frio como um cubo de gelo, já existiu um miúdo que amou, que se entregou aos outros com toda a sua alma, mas que de tanto sofrer, simplesmente gelou o seu coração para não ser mais magoado.

Ele era um jovem doce, era um jovem sorridente, que estava sempre pronto pra ajudar os outros, mas tal como os outros, também ele chorava, também ele sofria, também ele se magoava, a diferença é que ele estava disponível para os outros mas os outros não estavam lá pra ele.

Foram muitas a horas de solidão, de dor e de lagrimas solitárias, noites sem dormir, a sofrer em silêncio porque nao tinha ninguém para lhe ouvir.
Porém quando os outros sofriam e iam ter com ele, ele limpava suas lagrimas, metia o seu melhor sorriso e acalmava eles, acalentava o coração dos que estavam tristes.

Porém um dia ele cansou se, começou a se afastar daquilo que lhe fazia mal, começou a pensar na sua felicidade, no seu bem estar, e os outros passaram pra segundo lugar.
Começou a olhar pros outros do mesmo modo que eles olhavam pra ele, quando ele sofria.

Tudo mudou, e com o tempo ele viu o que era bom e que era para manter e o que era mau e era pra afastar.

Sim ele ficou frio por fora, mas quem realmente o conhece sabem que ele é um doce de pessoa, um amigo pra toda da vida, um amor pra recordar, uma pessoa pra guardar no seu coração.

Nem sempre devemos ser aquele amigo, que mete os outros em primeiro lugar, e se esquece de si mesmo.
Devemos pensar em nós tambem, devemos ser felizes conosco mesmo.
Só assim devemos fazer alguem feliz.

Há que saber dizer não, quando for pra dizer não.
Ha que saber ajudar, quando for pra ajudar.
Mas também ha que reconhecer que nem todos gostam de nós, da mesma maneira que nós gostamos dos outros.
Afastar o que está mal, acolher o que está bem.
Ajudar quem precisa? Sim claro.
Ser idiota e estar 100% disponível para quem não merece? Não isso jamais.

Não somos linhas de apoio, para nos ligarem a desabafar apenas quando precisam e depois se esquecem de nós e nos ignoram, quando já estão “melhores”.
Não somos google, ou o 112, pra nós procurarem apenas quando precisam ou estão aflitos.

Somos pessoas, que sim devem saber ouvir os outros, mas que também querem ser ouvidas.

Dar e receber, deve ser o lema da vida, não instantâneamente, mas na altura certa, pois se eu te abri a porta quando precisaste, também quero que me abres a tua porta quando eu necessitar de ti.

O melhor da vida somos nós, depois aqueles que nos querem bem e então quando realmente sabermos quem merece pertencer na nossa vida, ai veremos que a vida não é tão mau como parecia ser.

Por: Abel Barbosa

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