
Muitas pessoas já ouviram histórias de que passar batom antes de uma apresentação importante ou um teste pode “deixar o cérebro mais esperto”. De acordo com a psicologia e pesquisas em comportamento humano, o uso de maquiagem pode mesmo causar um enorme impacto em sua performance cerebral.
O que diversos estudos sugerem é que maquiagem pode influenciar a forma como nos sentimos e como nos percebemos, o que pode, por sua vez, afetar a forma como nós agimos em tarefas mentais ou sociais.
Autoestima, Confiança e Alta performance mental
Quando uma pessoa se olha no espelho e percebe uma imagem com maquiagem que considera mais atraente ou expressiva, essa experiência pode gerar um aumento de autoestima e confiança pessoal.
A autoestima é um fator poderoso: ela influencia a motivação, a segurança ao falar em público, a disposição para enfrentar desafios e até a forma como focamos em tarefas complexas — como provas ou apresentações.
Alguns estudos indicam que aplicar um “simples batom” pode melhorar a percepção que a pessoa tem de si mesma — por exemplo, sentir-se mais confiante, mais atraente ou mais satisfeita com sua própria aparência.
Em experimentos, mulheres relataram realmente sentir maior confiança após aplicação de maquiagem real em comparação com situações sem maquiagem ou um “placebo de maquiagem” (em que produtos incolores eram aplicados).
Essa sensação de confiança é importante porque ela pode atuar como um facilitador psicológico: quem se sente bem consigo mesmo tende a experimentar níveis maiores de foco, pode ficar menos ansioso diante de desafios e se engajar de maneira mais ativa nas tarefas — o que pode refletir em desempenhos melhores em atividades pontuais, como testes ou apresentações.
Percepções de Competência e Interação Social
Outro ponto interessante é que a maquiagem também pode influenciar a forma como os outros nos percebem. Pesquisas em psicologia social mostram que rostos com maquiagem são frequentemente julgados como mais competentes e atraentes pelos observadores externos, mesmo quando isso não altera habilidades cognitivas reais.
Essa percepção social pode, por sua vez, impactar interações em ambientes como entrevistas de emprego, apresentações escolares ou reuniões: quando você se sente mais seguro e os outros respondem de forma mais positiva, isso cria um ciclo de reforço que favorece um desempenho mais confiável.
A verdade por trás do “Efeito Batom”
A mente humana funciona de forma muito sensível ao estado emocional. Emoções positivas, como confiança, satisfação pessoal e sensação de controle, atuam como verdadeiros “combustíveis psicológicos”.
Quando alguém se sente bem consigo mesmo, o cérebro tende a operar em um modo mais eficiente, favorecendo atenção, foco, memória de curto prazo e tomada de decisões. É isso que muitos chamam, popularmente, de performance cerebral elevada.
Assim, o “efeito batom” faz com que o cérebro reduza respostas ligadas ao estresse e à insegurança, como a ansiedade excessiva. Isso libera recursos mentais que antes estavam sendo “gastos” com preocupações internas.
Na prática, isso significa:
- Mais clareza de pensamento
- Maior capacidade de concentração
- Menor distração emocional
- Melhor fluidez ao falar, escrever ou resolver problemas
Não é que a mente fique mais inteligente, mas ela passa a funcionar com menos bloqueios internos. Esse estado é frequentemente interpretado como um aumento de performance mental.
E você? Já passou seu batom hoje?
Imagem de Capa: Canva

