Ciência revela que seu tipo de sangue pode ser o verdadeiro “imã de mosquitos” – por isso você é mais picado que outros

Você já reparou que, em um mesmo ambiente, algumas pessoas são muito mais picadas por mosquitos do que outras? Essa diferença não é acaso.

A ciência mostra que características biológicas individuais influenciam diretamente a atração dos mosquitos, e entre elas está o tipo sanguíneo, além de fatores fisiológicos e genéticos.

O que os mosquitos realmente percebem?

Os mosquitos não escolhem suas vítimas aleatoriamente. Eles utilizam sensores altamente especializados para detectar sinais químicos e físicos emitidos pelo corpo humano, principalmente:

• Dióxido de carbono (CO₂) liberado na respiração
• Calor corporal
• Substâncias químicas presentes na pele
• Odores produzidos pela microbiota da pele

Esses sinais ajudam o mosquito a identificar um hospedeiro adequado para se alimentar.

Tipo sanguíneo influencia as picadas?

Pesquisas científicas indicam que o tipo sanguíneo pode influenciar a atratividade para mosquitos, especialmente no caso do tipo O. Um estudo publicado no Journal of Medical Entomology observou que:

• Pessoas com tipo sanguíneo O foram picadas com mais frequência
• Pessoas com tipo A apresentaram menor atratividade
• O tipo B mostrou um comportamento intermediário

Essa diferença ocorre porque indivíduos do tipo O tendem a liberar, pela pele, substâncias químicas que os mosquitos conseguem detectar com mais facilidade.

É importante destacar que o tipo sanguíneo não age sozinho, mas faz parte de um conjunto de fatores que influenciam essa atração.

Outros fatores que aumentam a atração por mosquitos

Além do tipo de sangue, a ciência identifica outros fatores relevantes:

Emissão de CO₂: Pessoas que respiram mais profundamente ou com maior frequência (como após exercício físico) liberam mais CO₂, tornando-se mais fáceis de localizar.

Temperatura corporal: Corpos mais quentes são mais atrativos, pois o calor ajuda o mosquito a localizar vasos sanguíneos próximos à pele.

Química da pele: Cada pessoa possui uma combinação única de substâncias químicas na pele, influenciada pela genética e pelas bactérias naturais que vivem nela. Algumas combinações são mais atrativas do que outras.

Gravidez: Mulheres grávidas tendem a liberar mais CO₂ e apresentam temperatura corporal ligeiramente mais alta, o que aumenta a atratividade.

Consumo de álcool: O álcool pode alterar a química da pele e aumentar a liberação de certos compostos que atraem mosquitos.

A genética tem um papel importante

Estudos mostram que a genética influencia fortemente o quanto uma pessoa atrai mosquitos. Ela afeta a composição do suor, a microbiota da pele e o metabolismo.

Por isso, duas pessoas com o mesmo tipo sanguíneo podem ter experiências completamente diferentes com picadas.

Isso revela que a atração de mosquitos por humanos é um fenômeno biológico complexo, resultado da interação entre tipo sanguíneo, genética, química da pele e fatores fisiológicos.

O tipo O tende a ser mais atrativo, segundo evidências científicas, mas não é o único fator determinante. A combinação única de características de cada indivíduo é o que define se ele será — ou não — um “ímã de mosquitos”.

Imagem de Capa: Canva





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