Fiz um lifting de seios “regenerativo”. Veja o que você precisa saber sobre o procedimento que está em alta
Ilustração editorial gerada por IA.

A experiência do título é de Taryn Brooke, jornalista que contou à Women’s Health como foi passar por uma cirurgia para levantar e reduzir os seios. Na consulta, o cirurgião propôs uma mastopexia com autoaumento, técnica que usa o tecido da própria mama para remodelar o contorno. Cerca de seis meses depois da operação, ela relatou estar satisfeita com o resultado. Relato de Taryn Brooke.

Como funciona a mastopexia com autoaumento?

A mastopexia eleva a mama. O cirurgião remove o excesso de pele, remodela o tecido e, conforme a técnica, reposiciona a aréola e o mamilo. No autoaumento, parte do tecido que já existe na mama é deslocada para dar mais projeção ou preencher a região superior. O tecido pode ser mantido ligado aos vasos que o irrigam durante o reposicionamento. Guia da SBCP · Estudo da técnica.

É por isso que a parte de cima pode parecer mais cheia mesmo quando o tamanho total da mama diminui, como Brooke descreveu no seu caso. O efeito vem da redistribuição do tecido. Na reportagem, “regenerativo” é a forma de apresentar a técnica, que já aparece na literatura médica desde pelo menos 2007. Descrição de 2007.

Qual é a diferença entre autoaumento, enxerto de gordura e prótese?

  • Autoaumento. Redistribui o tecido mamário que a pessoa já tem. A projeção possível depende, entre outros fatores, da quantidade e da distribuição desse tecido.
  • Enxerto de gordura. Transfere gordura retirada de outra região do corpo para a mama. É uma opção diferente e pode ser discutida quando se quer acrescentar volume.
  • Prótese. Acrescenta volume com um implante. Pode ser associada à mastopexia, conforme os objetivos e a avaliação da equipe cirúrgica.

Uma série retrospectiva acompanhou 36 pacientes operadas com uma técnica de autoaumento. É um exemplo de como a cirurgia foi avaliada em um grupo específico. O resultado que se pode esperar em cada caso depende da anatomia, da técnica e da cicatrização. Série de pacientes · Mastopexia com implante.

Como ficam as cicatrizes e a recuperação?

Brooke relatou que voltou ao trabalho poucos dias depois da cirurgia e retomou suas atividades aos poucos. Esse foi o plano do caso dela. As restrições de esforço e a volta à rotina devem ser definidas pela equipe que acompanha a recuperação. O inchaço pode mudar a aparência inicial, e o contorno se acomoda ao longo dos meses. As cicatrizes podem clarear com o tempo, mas são permanentes. Resultados da mastopexia.

Entre os riscos estão sangramento, infecção, cicatrização desfavorável, assimetria e alterações de sensibilidade. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também aponta a possibilidade de dificuldade para amamentar. Quem pensa em engravidar pode conversar sobre o momento da cirurgia, já que gravidez e variações importantes de peso podem alterar o resultado. Riscos e recuperação.

O que perguntar na consulta?

Pergunte quanto tecido pode ser reposicionado, onde ficam as cicatrizes, que mudanças de tamanho são realistas e quais cuidados o pós-operatório exige. Se estiver comparando opções, peça um orçamento que separe honorários, anestesia, hospital e acompanhamento. As imagens de antes e depois mostram casos individuais. Vale também confirmar por escrito se o plano inclui implantes mamários, enxerto de gordura ou apenas o reposicionamento do próprio tecido.