Este é o melhor filme do século 21, segundo o The New York Times

Toda lista de melhores filmes provoca um pequeno terremoto. Alguém concorda, alguém discute, alguém lembra de um favorito esquecido. E é justamente aí que ela ganha mais força.

O jornal norteamericano The New York Times entrou nessa conversa ao divulgar uma seleção dos 100 melhores filmes do século 21, reunindo nomes do cinema do mundo todo.

No topo, um título que muita gente já admirava. Para outros, uma surpresa daquelas que fazem a gente rever a própria lista mental sem perceber.

Além dos grandes sucessos, a lista também traz produções independentes e menos conhecidas que contribuíram para a inovação narrativa e estética, refletindo as transformações e debates da sociedade atual.

No entanto, quando um ranking desses sai, o debate começa quase sozinho. Cada pessoa abre a própria memória afetiva e tenta comparar filmes que marcaram épocas, humores e fases da vida.

É por isso que a lista do The New York Times chama tanta atenção. Ela não entrega só um veredito. Ela provoca conversa, discordância e curiosidade em doses iguais.

Como o ranking foi montado

A votação reuniu mais de 500 diretores, atores e outras personalidades influentes da indústria cinematográfica. O recorte considerou produções lançadas desde 1º de janeiro de 2000.

O resultado acaba misturando sucesso de público, cinema autoral, obras independentes e filmes que ganharam força com o tempo. É uma seleção ampla, mas longe de ser fria.

Os filmes que ficaram no “Top 5”

O “Top 5” da famosa lista do jornal é composto pelos seguintes filmes:

5º. Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

4º. Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love, 2000)

3º. Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)

2º. Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001)

Só essa sequência já mostra o gosto da lista por obras ousadas, atmosféricas e difíceis de esquecer.

Também chama atenção a presença de um filme lançado em 2000 entre os mais altos do ranking. Amor à Flor da Pele é o tipo de escolha que lembra como o século começou forte e já entregava clássicos imediatos.

O filme eleito o melhor do século 21

No topo ficou um longa sul-coreano que virou referência por juntar suspense, humor ácido e crítica social com uma precisão rara.

Desta forma, em 1º lugar, eleito como o melhor filme do século XXI, é “Parasita” (2019), realizado pelo cineasta sul-coreano Bong Joon-ho.

A escolha diz muito sobre o momento do cinema. Não venceu apenas um filme popular. Venceu uma obra que conversa com desigualdade, conflito de classe e desconforto — temas que seguem vivos fora da tela.

E o Brasil nessa lista?

Entre os 100 escolhidos, Cidade de Deus aparece como o único filme brasileiro da lista. O longa ficou na 15ª posição na lista e sua presença reafirma o impacto duradouro da obra, que segue sendo referência dentro e fora do país.

Num ranking tão disputado, esse reconhecimento pesa. Não é só sobre técnica ou prestígio. É sobre permanecer vivo na cabeça de quem vê, anos depois dos créditos finais.

No fim, a lista do The New York Times não encerra a discussão. Ela reacende. E talvez esse seja o melhor sinal de que o cinema do século 21 ainda está muito longe de ser uma história fechada.

Imagem de Capa: Reprodução





Márcia Lourenço
Formada em Nutrição e apaixonada pela profissão, encontro na escrita uma forma de expressão e conexão. Na criação de conteúdo do Sabias Palavras, abordo temas como saúde, bem-estar, relacionamentos e temas divertidos e de reflexão, sempre com uma abordagem humana.