Especialista explica 3 sinais de que uma guerra global “já começou”

As preocupações com uma possível terceira guerra mundial nunca foram tão grandes devido à guerra Rússia-Ucrânia na Europa, bem como ao conflito em curso no Oriente Médio.

Recentemente, o presidente Donald Trump ordenou que as forças americanas se juntassem a Israel para lançar um ataque contra o Irã, afirmando ter preocupações de que o regime estivesse construindo uma arma nuclear.

Desta forma, a capital Teerã respondeu com ataques de retaliação, disparando mísseis e drones contra países com bases militares dos Estados Unidos, incluindo Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

Em meio a tanta incerteza, onde muitos temem que possamos estar à beira de outra guerra mundial, o aclamado historiador britânico professor Anthony Glees detalhou três sinais que podem indicar que já ultrapassamos esse ponto e que uma guerra global já começou.

Em uma entrevista ao The Mirror, o professor Glees explicou que a duração da participação americana na guerra – considerando a força imparável dos Estados Unidos – é crucial para determinar se o conflito poderá atingir uma escala global.

O especialista explicou: “Resumindo, se Trump cair em si, anunciará rapidamente que obteve uma vitória e encerrará os combates. Ele tem esse poder. Mas é muito mais provável que ele tenha sido enredado por Netanyahu, que há muito acredita em guerras intermináveis, e os combates continuarão.”

Apesar de o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descrever os ataques como um “ataque preventivo” para “eliminar ameaças contra o Estado de Israel”, não foi exatamente explicado quais seriam essas ameaças.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que sabiam que haveria uma ação israelense, o que significava que os Estados Unidos precisavam agir “preventivamente” diante dos esperados ataques iranianos contra as forças americanas.

Guerra de escolha

Glees continuou descrevendo a guerra atual, iniciada como resultado dos ataques de Trump e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu contra Israel, como uma “guerra de escolha”.

“As duas guerras mundiais foram guerras de escolha. O mesmo se aplica ao ataque ao Irã”, explicou o professor.

Ele acrescentou: “Não há nenhuma evidência de que o Irã estivesse planejando atacar os EUA – seus mísseis não conseguem atingir o território americano, embora bases americanas estejam bem dentro do alcance, como estamos vendo agora – e nenhuma evidência de que estivesse planejando atacar Israel, uma potência nuclear que está mais do que disposta a revidar com unhas e dentes.”

A mentalidade dos líderes mundiais

Alguns afirmam que tanto Trump quanto Netanyahu estão violando o direito internacional com seus ataques ao Irã, e, independentemente da sua opinião, Glees explicou sua preocupação quanto à mentalidade dos líderes das nações que estão à frente do conflito.

“Nem Trump nem Netanyahu querem uma guerra mundial — nem o Irã, aliás — mas é exatamente isso que eles podem conseguir. Por quê? Porque a mente que desencadeia uma guerra por escolha contra um inimigo pode desencadear uma guerra por escolha contra qualquer inimigo”, explicou ele ao The Mirror.

Imagem de Capa: Canva





Relaxa, dá largas à tua imaginação, identifica-te!