Há quem ainda não tenha se dado conta, mas a verdade é que a vida é uma partida única, que logo terá apito final e nenhum direito a replay.

Por trás de toda essa inquietação que temos vivido, uma constatação simples como essa parece despontar quase que como uma revelação. O que a certo modo é intrigante e nos deixa cheios de questionamentos. Afinal, por que não pensamos nisso todos os dias? Por que não levamos isso em consideração quando insistimos em relacionamentos mal vividos, que enterram nossos sentimentos? Por qual motivo não pensamos nisso quando nos lançamos ensandecidos no trânsito ou em outros comportamentos nocivos que nos destruiriam em pouco tempo?

“Deveríamos valorizar o contato com o outro (…)”

Se vamos viver só uma vez e se nem sabemos ao certo quanto tempo essa oportunidade irá durar, melhor seria se fizéssemos isso de uma forma mais consciente, vivendo com mais prazer e dignidade; saboreando cada dia como oportunidade única, porque é exatamente assim que é. Deveríamos valorizar o contato com o outro, usando de gentileza e de empatia e terminarmos o dia com um sorriso nos lábios e ação de graças no coração.

Seria maravilhoso se, conscientes dessa finitude, valorizássemos a presença dos familiares, os dias com saúde, os pedidos de perdão. E se ao invés de desentendimentos e complicações, quiséssemos viver com mais harmonia e tranquilidade. Às horas que, pasmem, nos serão finitas, acrescentaríamos amor e viveríamos mais felizes.

E se fizéssemos assim, viveríamos apenas uma vez, mas estaríamos mais conscientes e menos insatisfeitos. E quando os problemas se abatessem sobre nós, teríamos o entendimento de que é difícil conviver com eles, mas que é possível continuar depois deles.

“Nos ocuparíamos menos com discussões sem sentido, caras feias e isolamento.”

Daríamos mais valor às nossas crianças e àqueles que têm mais experiências de vida que nós mesmos. Nos ocuparíamos menos com discussões sem sentido, caras feias e isolamento. Ofertaríamos mais sorrisos e bons desejos e deixaríamos uma mão livre para ser estendida quando alguém necessitasse dela.

É uma reflexão um tanto quanto hipotética sim, mas que de alguma forma deve despertar o mínimo de atenção dentro de nós. Afinal, se vamos viver uma vez só é preciso fazer com que essa vida se torne algo especial para nós.

Vivamos nossas vidas e façamos cada dia valer a pena. Ela é única e não teremos outra chance depois dessa.

Por: Alessandra Piassarollo

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Alessandra Piassarollo
Administradora por profissão, decidiu administrar a própria casa e o cuidado com suas filhas, frutos de um casamento feliz. Observadora do comportamento alheio, usa a escrita como forma de expressar as interpretações que faz do mundo à sua volta. Mantém acesa a esperança nas pessoas e em dias melhores, sempre!