
A ideia de uma Terceira Guerra Mundial sempre esteve mais na ficção do que na política real, mas simulações alimentadas por inteligência artificial (IA) têm gerado projeções que combinam dados geoestratégicos, forças militares e importância econômica para apontar quais seriam os alvos prioritários em um conflito global.
Embora o Brasil hoje não esteja oficialmente envolvido em confrontos diretos entre potências como Estados Unidos, China ou Rússia, os resultados dessas análises — especialmente quando baseadas em modelos como o ChatGPT — ajudam a compreender as possíveis vulnerabilidades estratégicas do país em cenários extremos.
Como a IA “determina” quais cidades seriam alvos
Modelos de IA usados nessas simulações analisam variáveis como:
• Importância militar — presença de bases, arsenais ou comandos militares.
• Peso político — concentrações de poder de decisão e governos centrais.
• Papel econômico — centros de indústria, finanças e logística.
• Simbolismo estratégico — alvos que, ao serem atingidos, provocam impacto psicológico ou diplomático elevado.
Embora esses sistemas não prevejam literalmente o futuro, eles sintetizam informações históricas e geopolíticas para mapear cenários de risco plausíveis.
É importante destacar que tais simulações não constituem estudos acadêmicos, ou seja, são estimativas com vieses de dados e premissas incorporadas nos modelos. Ainda assim, ajudam a enquadrar o debate sobre segurança nacional de maneira informada.
O que a IA apontou para o Brasil
Segundo a projeção feita com base em ChatGPT e divulgada nas redes sociais, estas seriam as cidades brasileiras alvo:
1. Rio de Janeiro — por abrigar bases militares importantes como a Base de Submarinos de Itaguaí e estruturas de defesa estratégica, o Rio estaria entre os primeiros alvos de uma ofensiva global.
2. Brasília — como capital federal, concentra o poder político do país, incluindo o Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal. Um ataque aqui visaria desorganizar governança e decisão política.
3. São Paulo — maior centro econômico do Brasil, com complexa infraestrutura financeira e industrial, seria alvo por impacto econômico e influência continental.
4. Manaus — por abrigar o Comando Militar da Amazônia e por sua proximidade estratégica com as fronteiras, especialmente numa guerra que envolvesse atores com interesses na região amazônica.
5. Recife — sua posição geográfica no Nordeste, próxima ao Atlântico e com histórico de uso estratégico desde a Segunda Guerra Mundial, também aparece nas análises.
6. Porto Alegre — no sul do país, por sua proximidade com fronteiras e presença militar regional.
Importante enfatizar que essas seriam cidades com maior probabilidade de serem visadas primeiro, não necessariamente destruídas ou alvo de ofensivas massivas — e tais projeções dependem diretamente das hipóteses e critérios usados na modelagem.
Cenário hipotético, mas útil para reflexão
As projeções de IA sobre quais cidades brasileiras poderiam ser atacadas em uma Terceira Guerra Mundial são cenários de análise, não previsões inevitáveis.
Elas ajudam a refletir sobre vulnerabilidades estratégicas, importância geopolítica e a necessidade de políticas de defesa e diplomacia, mas carregam vieses derivados da modelagem e das suposições que alimentam esses sistemas.
Ou seja, mais do que “profecias”, são ferramentas de reflexão estratégica numa era em que tecnologia, geopolítica e segurança nacional se entrelaçam de maneiras cada vez mais complexas.
Imagem de Capa: Reprodução Summit Entertainment

