É uma pena você me conhecer desse jeito. É uma pena que a versão de mim pela qual se apaixonou e a qual se apaixonou por você seja tão ferida, tão maculada em diferentes âmbitos e intensidades. Queria eu que a minha falta de esperança não fizesse parte da nossa relação, e o meu medo de amar não dançasse em cada sorriso que você provoca.

Talvez você, só você tivesse de ser aquele primeiro, que me conheceu inocentemente pura e apaixonada, o mesmo que foi o último a ter meu coração entregue por completo. Aah, se fosse você, eu seria capaz de dizer que te amo sem sentir que estou me expondo.

“Não me dei conta que o meu medo de amar se tornava inerente à minha capacidade de me apaixonar (…)”

Eu não vi enquanto me transformava assim, enquanto minha alma se fantasiava e mascarava para proteger essa máquina de sentimentos. Não me dei conta que o meu medo de amar se tornava inerente à minha capacidade de me apaixonar e não assisti enquanto a garota encantada com mundo passava a não mais acreditar naquilo que chamam de amor.

Mas quer saber? Ainda assim vou tentar me refazer e acreditar mais uma vez que tudo vai dar certo. Vou dizer que estou com saudades apesar de meus instintos soarem um alarme por me mostrar vulnerável. Vou me reinventar e chegar no mais próximo que posso de te amar.

Por: Giuliana Sanfelice Anici

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