Quanto os astronautas da missão Artemis II estão recebendo ao ir mais longe do que qualquer humano

A missão Artemis II entrou para a história ao levar seres humanos mais longe da Terra do que nunca. Isso por que, esta é a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA a sobrevoar e contornar o satélite natural após mais de 50 anos da última missão Apollo.

Mas enquanto o mundo acompanha fascinado cada detalhe dessa jornada, uma pergunta chama atenção: será que o salário desses astronautas acompanha o tamanho do risco e da conquista?

A tripulação, formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, partiu rumo à Lua em uma missão histórica, enfrentando desafios extremos, incluindo o isolamento total ao sobrevoar o lado oculto lunar, quando ficaram cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra.

Apesar do feito impressionante, a realidade salarial pode surpreender. Diferente do que muitos imaginam, eles são funcionários públicos dos Estados Unidos e seguem a chamada tabela General Schedule (GS), a mesma usada para outros cargos federais.

Na prática, isso significa que seus salários variam conforme experiência e tempo de serviço, geralmente entre os níveis GS-13 e GS-14.

Esses níveis correspondem a uma faixa anual que pode ir aproximadamente de 120 mil a 190 mil dólares – cerca de R$ 600 mil e R$ 950 mil por ano. Em média, a própria NASA já indicou valores próximos de 152 mil dólares por ano – aproximadamente R$ 760.000 por ano.

Pode parecer um bom salário — e de fato é —, mas quando comparado ao nível de risco, preparação e responsabilidade envolvidos, muitos consideram modesto. Segundo divulgado, não há pagamento extra garantido por missões mais longas, nem compensações públicas detalhadas por perigos extremos enfrentados no espaço.

A ex-astronauta da NASA Nicole Stott resumiu bem essa realidade ao ser questionada sobre quanto os astronautas ganham: “Não muito”. Ela ainda acrescentou: “Funcionária pública. Ninguém se torna astronauta para ganhar muito dinheiro.”

No entanto, ser astronauta exige anos de treinamento intensivo, incluindo simulações de sobrevivência, domínio de robótica, preparo físico extremo e capacidade de lidar com isolamento e pressão psicológica.

Há ainda uma diferença importante dentro da própria tripulação. Jeremy Hansen, por ser canadense e integrante da Canadian Space Agency, recebe de acordo com a estrutura salarial do Canadá, que pode variar aproximadamente entre 97 mil e 189 mil dólares anuais, ou seja, cerca de R$ 485.000 a R$ 945.000 por ano.

Mas, no fim das contas, a grande verdade é simples: os astronautas da Artemis II não estão lá pelo salário. Eles estão fazendo história, expandindo os limites da exploração humana e abrindo caminho para futuras missões — incluindo, possivelmente, a chegada de humanos a Marte.

Então, vale a pena? Para quem busca riqueza, provavelmente não. Mas para quem sonha em deixar seu nome na história da humanidade, poucos trabalhos no mundo chegam perto disso.

Imagem de Capa: X NASA





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