Um avô estar presente no casamento do neto é uma situação comum, mas celebrando a cerimônia é um caso totalmente inusitado.

Foi o que aconteceu nesse casamento em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no Brasil.

A união em matrimônio de Ânderson Martins Müller, 31 anos e a médica Rafaela Pilla Muccillo Müller, recebeu uma benção muito mais que especial, pois quem casou os dois foi o avô de Ânderson, o Sr. Paulo Müller, que também é padre.

Imagem: Fernando Lacerda/Divulgação

O avô Paulo Müller, de 85 anos, é um dos padres auxiliares na Catedral São Luiz Gonzaga, de Novo Hamburgo, também do Rio Grande do Sul.

Esta é um caso totalmente incomum entre católicos, mas, viúvo há 33 anos, padre Paulo Müller teve autorização especial do papa para o sacerdócio. Em junho, ele completa 27 anos na função.

O religioso foi ordenado em 1992, cerca de quatro anos depois do falecimento da esposa, Lizzete, com quem foi casado por 29 anos.

Do casamento anterior ao sacerdócio, Paulo teve quatro filhos. “Foi uma coisa maravilhosa. Quase ninguém tem essa oportunidade que eu tive”, comenta o padre.

A ideia inicial dos noivos era realizar uma celebração ecumênica, fora da igreja, entretanto surgiu a eventualidade de fazerem um casamento religioso, que poderia ser celebrado pelo padre e avô.

“Convidamos o vô, ele ficou super feliz, faceiro com a possibilidade de casar um neto”, diz o noivo, de acordo com publicação no G1.

“Ele é uma das poucas pessoas que podem falar que já estiveram dos dois lados da mesa”, comentou Ânderson.

Imagem: Fernando Lacerda/Divulgação

Durante a cerimônia do neto, padre Paulo afirmou: “Muito amor, bastante amor, um caminhão de amor pelas pessoas. Segundo: fidelidade. O máximo de fidelidade para não trair aquela pessoa, para ela não se sentir frustrada pelo compromisso que assumiu. A terceira é a caridade entre o casal, parceria”.


Padre Paulo revelou que, já na infância, gostava da função religiosa, mas tudo mudou quando conheceu sua falecida esposa, onde permaneceu casado por 29 anos.

Depois da partida de Lizzete, o futuro padre decidiu participar das atividades da igreja, sendo catequista, ministro da eucaristia e, depois, diácono.

“Três dias depois do sepultamento dela, eu procurei a igreja para me envolver em alguma coisa”, conta o religioso.

Depois decidiu ir para o seminário, onde o bispo de Novo Hamburgo na época, dom Boaventura Kloppenburg, levou o pedido de Paulo para o Vaticano, que autorizou a formação do religioso.

Nascido um ano antes do ordenamento do avô, Ânderson afirma que sempre percebeu a vocação do avô, mesmo quando havia o estranhamento por parte de outras pessoas.

“Eu dizia: ‘meu vô é padre’, e as pessoas achavam estranho. Mas, para mim, sempre foi uma coisa natural, muito embora pouco comum”, conta Ânderson.

FONTE: G1

Imagem de Capa: Fernando Lacerda/Divulgação

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