Essas são as primeiras perguntas que a gente se faz quando o relacionamento acaba, essas são as primeiras indagações, são os primeiros pensamentos que remoemos quando a pessoa amada se vai e a gente fica apenas com as lembranças. A pessoa amada vai, e leva com ela toda a graça e a cor da sua vida. Leva dentro da mala os sonhos desfeitos, as promessas não cumpridas, as fotografias e tudo mais que refletia aquele amor. A gente vê a casa se desfazendo, os moveis sendo vendidos, aos poucos o restante vai sendo dividido, as coisas se amontoam em caixas, e a cada dia a gente vai vendo o coração de despedaçar cada vez mais.

É muito difícil seguir com o coração partido, mas a gente precisa seguir, a gente precisa olhar pra frente e perceber que uma nova morada precisa ser feita. As coisas precisam sair das caixas, a vida precisa voltar a ter cor. Mas é difícil pensar no recomeço, é difícil pensar e achar uma forma de recomeçar. Na realidade a gente fica tão perdida que não sabe nem por onde recomeçar.

A cabeça fica a mil, as noites parecem dia, a comida perdeu o sabor, e as perguntas não param de rodear a cabeça….

Cadê aquele amor? O que eu faço com os planos?

Na realidade é que a gente fica se perguntando o que fazer com a vida, quando nos dedicamos tanto a um relacionamento, nos perdemos a identidade, parece que ficamos cegos e não enxergamos mais nada além do que a pessoa amada, quando o amor é doentio, ele nos deixa cega, paramos de nos enxergar, paramos de ver que temos uma vida única, e cada ser humano é responsável por si… e somente si. Não podemos nos projetar no outro.

O problema quando vivemos esse tipo de relacionamento toxico, a gente se tortura e não importa o que o outro faça, nós sempre achamos que a culpa é única e somente nossa.

Mas calma, com o passar das atitudes após o termino, você começa a perceber que o outro vive muito bem sem você. Começamos a ver de perto que para o outro não existia um relacionamento, e sim uma prisão. Acontece que o que era um mundo lindo e magico para você, para a outra parte não passava de um aprisionamento, ao qual ela estava louca pra fugir há tempos.

Quando enxergamos que vivíamos em mundos diferentes, as coisas passam a ser mais claras, e o fardo da ausência do outro passa a ficar mais leve.

Quando você observa de perto que o outro age sem pensar em como você se sente, ou em como você esta , você mais uma vez pode perceber que não sobrou nenhum pouco de respeito pelo que foi vivido, ou pela historia escrita a ate pouco tempo atrás. Não importa o quanto ainda seja especial pra você, não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam. E a mais triste verdade é que o mundo não vai parar de girar só porque você esta sofrendo. As pessoas continuam vivendo normalmente, e até melhor depois que você se foi.

Então chega uma hora que você percebe que o melhor a fazer é parar de se torturar e remoer o que já não existe mais. Chega uma hora que você precisa entender que certos pontos finais precisam existir para que a sua vida possa seguir. E quando essa percepção chega, as coisas vão ficando mais leves, carregar o fardo já não te machuca, e pouco a pouco você percebe que há tanta gente melhor no mundo, há tantas pessoas querendo compartilhar bons momentos com você, que você para de olhar pra trás e só foca em olhar pra frente.

O que doía vai parando de doer, as feridas começam a cicatrizar, e você percebe que são as pequenas escolhas é que fazem toda a diferença. Decepção é o pior dos sentimentos, e acredite, é bem pior que a traição.

Por: Thais Rocha

Imagem de capa: Andre Furtado de Pexels

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Thais Rocha
Mineira com paixão pelo Rio de janeiro, amante de tatuagens, viagens e um bom vinho. Engenheira Civil, mercadóloga, aquariana, amante da vida, sonhadora, pessoa que escreve sobre a vida, os amigos, as dores de amores passados, emoções de novas descobertas e sentimentos. Compartilho experiencias e opiniões. Escrever me traz leveza pra alma.