Não quero nada que seja rápido de mais, fácil de mais. Quero aquele namoro de janela, sem hora marcada, mas com a certeza que iremos nos ver. Sem ter que dizer “entre na minha vida, fique a vontade meu corpo é seu corpo não precisa ficar com timidez você está em casa. Pode abrir meu coração você mesmo e pegar o que quiser. Não repare na bagunça e nessas partes quebradas, mas é que nos últimos tempos tem entrado e saído tanta gente que eu nem consigo mais colocar meus sonhos e ideias no lugar.”

Não sou perfeito, estou a anos luz de ser um especialista em relacionamentos, mas deixar que pessoas entrem na sua vida da noite pro dia, não é nada saudável. É aquele clichê sabe? Tudo que vem rápido de mais vai rápido de mais. E leva com elas os seus desejos, intimidades, fraquezas, felicidade… Aquele vazio que sentimos quando alguém se vai, não é simplesmente uma sensação, as pessoas levam muito da gente quando elas se vão.

Não quero minha “casa” vazia muito menos meu coração.

Eu quero dormir sorrindo depois de responder a mensagem de boa noite. Aquela sensação confortável de dormir sossegado sabendo que nada neste mundo irá abalar o relacionamento, pois foi construído através de um projeto bem elaborado, pensado, compartilhado feito a dois para dois. Tão forte a ponto de sustentar o peso e responsabilidade de uma família.

Não consigo mais me aventurar em mar aberto, quero descer âncora, estar firme e transmitir firmeza. Quero todo o tempo do mundo para o olho no olho sem dizer nada. Para abraços de saudades todas as vezes que der vontade. Beijos deliciosos sem censura em qualquer lugar e hora. Quero algo além de status, likes, fotos… Quero conversar fazendo carinho na mão e não utilizando elas para escrever.

Não me sinto a vontade para tentar amar. Eu já amo! E quero continuar a amar. Não estou trancando as portas da minha casa, mas é que prefiro esperar aqui dentro que me chamem lá de fora.

Por: Robson Rocha @ Instagram

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Robson Rocha
Jornalista por formação, assessor de comunicação. Amor incondicional pela fotografia. Libriano que sou, tenho o amor como base de tudo. Adoro escrever crônicas, além de proporcionar uma viagem tranquila ao leitor, também é a forma da qual descanso das escrituras do dia a dia. Tanto o jornalismo quanto a fotografia me proporcionam um olhar diferente, principalmente nas relações humanas e mais especificamente nas relações amorosas onde acredito ser a essência da vida.