Você já parou para pensar que, muitas vezes, exigimos dos outros aquilo que nós mesmos não somos capazes de oferecer? Que por mais que a vida nos dê de presente algo que talvez nos desagrade, nem sempre sabemos agradecer à existência o fato de sermos privilegiados por termos amigos, mesmo que eles não sejam perfeitos?

Eu sei que pode ser difícil estarmos rodeados de singularidades, que fazem um imenso volume, mas que não nos acrescentam em nada para nos tornar indivíduos bem-aventurados. No entanto, se pararmos para pensar, somos afortunados sim! Principalmente se temos um teto para repousar, uma mesa para nos alimentarmos, uma família com quem poderemos contar nos momentos incertos, e simpatizantes que, muitas vezes, não valorizamos.

Será que você está sendo justo, ao proferir palavras de ingratidão, ao Criador?

Somos exigentes, mas nem sempre somos aptos e justos em reconhecer que, aquele que está ao nosso lado, pode estar se esforçando para ser a companhia ideal para nós. Mas sei também que existem, seja em nosso trabalho, ou em nosso convívio, aqueles que tentam derrubar a cadeira, na qual repousamos o nosso cansaço diário. São pessoas que tentam ser melhores do que nós, que tentam nos passar a perna, somente para provar que nos são superiores, de alguma maneira.

Você conhece ou já conheceu alguém assim? Se não conhece, sinta-se privilegiado, porque a maioria das pessoas já cruzou com indivíduos assim, mesmo que raramente.

Essas pessoas estão sempre prestes a mostrar aos caros superiores, como em nosso ofício, por exemplo; que não fazemos o nosso trabalho com eficácia e que eles poderiam perfeitamente nos substituir. E fazem isso de uma forma tão velada, que nem desconfiamos que sejam possíveis opositores. Nos invejam secretamente. Devemos abrir os olhos quanto a esses tipos de personalidades. 

Porém, existem, é claro, aqueles que são mais autênticos e tentam nos derrubar na primeira esquina, logo à primeira vista. Mas são exceções. As cobras mais venenosas são silenciosas.

Em contrapartida, existem pessoas que são o oposto de tudo isso. 

São as pessoas altruístas, bondosas e cheias de qualidades arrebatadoras e que nos impressionam, assim que colocamos os olhos nelas. Mas nem sempre as valorizamos. Muitas vezes preferimos abraçar aos traidores ocultos, a valorizar o verdadeiro amigo. O falso amigo, é aquele que está sempre tentando nos agradar, chegando a ser pegajoso. Ele é falso, fala por trás, mas nem sempre conseguimos detectar as suas reais intenções diante de nós. 

Mas se você é como eu, aprendeu, ao longo da vida, a valorizar uma amizade verdadeira. 

Essas amizades não são perfeitas, mas estão sempre preocupadas com o nosso bem-estar, estão sempre preocupadas em nos fazer o bem. Um bom camarada, nos dirá a verdade, mesmo que doa, nos fará imenso bem, sem tentar nos diminuir, para se sobressair, de alguma maneira.

Analise tudo isso e abra os olhos, para ver se o que você tem ao seu lado é um tesouro, ou é somente um metal brilhoso, mas de material perecível. É preciso aprendermos a amar os que nos amam, a valorizar quem merece o nosso respeito, o nosso carinho e o nosso afeto mais genuíno.

Existem almas luz, que são bençãos divinas. E como sabemos, nem sempre estamos rodeados de pessoas verdadeiras. Agora, mais do que nunca, nessa altura da nossa vida, precisamos estar de olhos bem abertos, para observarmos se o que temos ao nosso lado, são almas realmente verossímeis. 

Devemos aprender a valorizar a quem realmente tem valor, diante de nós.

É importante compreendermos que, não existem pessoas perfeitas, existem as pessoas que conhecemos! Existem as pessoas que Deus colocou em nosso caminho. E essas, queridos amigos, estão em extinção!

É importante saber preservá-las!

Por: Thiana Furtado

Imagem de capa: Priscilla Du Preez de Unsplash

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Thiana Furtado
A autora é escritora, romancista, contista e colunista de algumas páginas... Atualmente, está trabalhando em livros desses gêneros descritos. A escrita para ela, é um dom, mas também é treino e conquista. Escreve desde os 16 anos e lançou o livro Minha vida com o transtorno esquizoafetivo, em outubro de 2018. Acredita que a vida não teria sentido, sem escrever. É um motor de arranque, um passatempo, mas também é trabalho, uma missão para tornar esse mundo um lugar menos denso de se viver. Acredita que a leitura pode transformar, em um sentido positivo, o dia, ou a vida de alguém. Ler livros é adentrar-se em uma aventura que nos transborda a alma...