Muitos pais de hoje em dia recusam-se a vacinar os seus filhos por diversas razões, mas a verdade é que ao fazê-lo não só estão a colocar a vida das crianças em perigo, como de todas as outras pessoas que lhes serão próximas.

Eliana Zagui é uma mulher de 44 anos que já vive no hospital há mais de 40 anos pelo simples facto de não ter sido vacinada contra a poliomielite – uma doença infecciosa viral que afecta o sistema nervoso central, podendo mesmo chegar a provocar apneia, a qual requer ventilação mecânica com o uso de um respirador artificial.

Segundo esta, a primeira vez que foi ao hospital tinha 1 ano e 9 meses, contudo, os médicos recusaram-se a vaciná-la devido ao facto de esta sentir dor de garganta. O que eles não sabiam é que essa dor já era consequência da doença.

Eu era do interior de São Paulo. Toda vez que meus pais iam me levar pra tomar a vacina, eles falavam que não podiam vacinar crianças com febre e garganta inflamada”, disse ao G1.

O estado de Eliana foi piorando e a sua estadia no hospital foi-se prolongando até aos dias de hoje.

Apesar de paralisada do pescoço para baixo e de não conseguir respirar sem ajuda de um aparelho, Eliana aprendeu a pintar com a boca, escreveu um livro e ainda conseguiu inventar uma forma de aceder à internet pelo telemóvel, nunca desistindo de viver.

É por tudo isto que Eliana tenta chamar a atenção aos pais de hoje para a importância da vacinação das crianças.

“As mães têm que levar os filhos para vacinar. As pessoas não sabem o que não é andar, não poder respirar direito”, disse Eliana.

Apesar da doença estar erradicada no Brasil desde 1990, continua a ser importante a sua vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS, já que, segundo um alerta da Organização Mundial de Saúde, casos da mesma têm aumentado noutros países vizinhos, como na Venezuela.

Além da poliomielite, outras doenças têm ameaçado a saúde no Brasil, como sarampo e difteria, tendo já sido registrados 995 casos de sarampo no país entre o período de 1 de janeiro e 23 de maio deste ano, e seis casos suspeitos da difteria relatados neste ano que aguardam confirmação.

Por isso, pais, vacinem os vossos filhos! Não só estarão a salvar as suas vidas, como de muitas outras pessoas.

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