Vanusa Pereira é uma sargento de 47 anos que, com mais de 20 anos de carreira na polícia, já passou por várias ocorrências que ficarão para sempre na sua memória. Contudo, houve um salvamento em especial que a marcou para a vida, principalmente por envolver uma criança.

Segundo Vanusa, no dia 18 de Junho de 1999, receberam uma chamada de socorro do bairro Jardim Alvorada, em Presidente Venceslau, relativamente a um menino que havia sofrido um corte profundo no rosto e que precisava de ser levado com urgência para o hospital. Ao chegar à casa em questão, a agente encontrou o pequeno no colo da mãe, com um lençol embrulhado à cabeça.

Encontramos ele com um lençol na cabeça e percebemos que era um corte bem profundo, com uma grande hemorragia, por isso não tinha como esperar o resgate. Então, o colocamos na viatura e socorremos até o Pronto Socorro. A hemorragia ocorreu pelo corte e porque ele perdeu quatro dentes em cima e três embaixo”, contou Vanusa ao jornal G1.

O pequeno tratava-se de Lúcio Fernandes Lima Kruger, e de acordo com o mesmo, este encontrava-se a brincar quando uma prateleira caiu sobre a sua cabeça e o prendeu.

O que ela não contava era que, quase 20 anos depois, a mesma criança iria tornar-se seu colega de profissão.

Os policiais tiveram um tempo de resposta muito rápido e me levaram para o hospital. Os médicos disseram que, se não fosse por esse apoio imediato, eu teria morrido de hemorragia. Essa situação acabou definindo o que eu sou hoje. Se não fosse pela Vanusa, eu não estaria vivo e nem teria me tornado policial”, contou o jovem, hoje com 22 anos.

Este reencontro emocionante aconteceu no dia 6 de Fevereiro de 2018, após os dois terem decidido ir juntos até um mercado durante um período de folga.

O que começou como uma conversa banal acabou por se tornar num momento emocionante quando, após fazer algumas questões a Lúcio sobre a sua vida, Vanusa reparou na sua cicatriz e perguntou-lhe se um armário tinha caído sobre ele quando era criança. “Ele tomou um susto e ficou se perguntando como eu sabia disso. Aí eu contei que eu havia socorrido ele. Foi de arrepiar”, contou Vanusa. “Hoje eu tenho um carinho enorme por ele, me sinto uma mãezona, e acredito que a vida ainda reserva coisas muito especiais para nós”.

Não esperava reencontrá-la. O que me marcou para sempre não foi a cicatriz, mas tudo o que a Vanusa fez por mim. Ela é minha heroína. Quem sabe daqui há 15 anos eu não esteja no lugar dela, reencontrando alguém que eu tive o prazer de salvar. Quero me tornar essa pessoa que eu tanto respeito e admiro”, confessou Lúcio, bastante emocionado.

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