A sociedade está cada vez mais arrogante e egoísta, e que o diga Amit Patel, um médico de Londres de 37 anos que perdeu a sua visão em 2012, devido a uma hemorragia que surgiu por detrás dos seus olhos. Desde então tem contado com a ajuda de Kika, uma cadela-guia, para se conseguir movimentar pela cidade.

Vítima do desprezo e até discriminação por parte de inúmeras pessoas ao longo dos seus dias, Amit decidiu colocar uma câmara Go Pro no arnês da sua cadela-guia de forma a poder mostrar a todos o quão alguns indivíduos dificultam não só o trabalho de Kika, como a sua própria vida, ao publicar os seus videos numa conta do Twitter criada para Kika, com a ajuda da sua esposa.

“Pessoas empurram-me, acertam na Kika com guarda-chuvas e outras coisas.“, disse Amit. “Algumas pessoas distraem Kika, ficam no caminho, fazem gracinhas ou até mesmo esbarram nela. Alguns pais não se dão ao luxo de impedir os seus filhos de gritarem com Kika ou os impedirem de atrapalhar a cadela de fazer o seu trabalho. Então sou eu quem tem que explicar que ela está a trabalhar. Tenho que pedir às crianças que esperem ao menos eu conseguir entrar no vagão.“, continuou.

Eles fingem que não me vêem ou ouvem quando pergunto se há um lugar disponível. É tão humilhante quando eu me esforço para segurar algo e manter a Kika segura ao mesmo tempo. Isso enquanto vês uma lágrima a escorrer pelo meu rosto. A vida é muito difícil “, acrescentou Amit.

Numa situação específica que aconteceu no metro de Londres, um homem chegou mesmo a acusá-lo de fazê-lo perder tempo e exigiu repetidamente que este movesse a sua cadela para que pudesse passar nas escadas rolantes.

No vídeo pode ouvir-se o homem a dizer: “Eu quero passar“. Ao que Amit responde: “Eu não posso fazer isso, ela é um cão-guia“. “Eu sei disso!”, respondeu-lhe o homem rudemente.

Um funcionário da Transport for London, que ajudava Amit, interveio e disse: “Como é que espera que ele se mova, ele precisa de segurar no corrimão“. Contudo, um segundo passageiro, uma mulher, disse: “Apenas solte o corrimão para que eu possa passar.”

Ainda assim, Amit sai todos os dias de casa com um sorriso no rosto, acompanhado da sua fiel companheira Kika, feliz por no meio de uma sociedade tão cruel, ainda existirem algumas pessoas – poucas – que se oferecem para o ajudar.

Fonte: UPSOCL

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