Filho é para todos sim, claro. Mas confesso que apoio quando vejo algum casal, ou mesmo, uma única mulher que seja sincera consigo mesma e que conclua que ELA NÃO NASCEU PARA SER MÃE. Acho bonito e autêntico quando essa postura é adotada, pois num mundo onde há mais críticos do que gentis, assumir para ela e principalmente, publicamente que não nasceu para tal função, é honrável. A sua sinceridade está sendo perfeita, já que tal postura acaba por livrar pequenos seres tão indefesos de pessoas que podem não ter o dom. Porque maternidade é dom. Nem todas tem esta vocação… e como é lindo quando a vontade da mulher se casa com o que ela estipula viver.

À princípio, esta mulher que decide não ser mãe, será muito criticada, mas é fiel ao que pensa e planeja sobre sua vida, e isto é nobre sim. Nobre para a criança que não pede pra nascer, em tantas famílias deste mundo. Vejo tantas mulheres que NUNCA deveriam ter esquecido o tal preservativo ou a pílula porque não são capazes de se doar em função de um ser tão indefeso, e que vem ao mundo dependendo exclusivamente, inicialmente de uma mãe.

“(…) sempre vamos ter que mudar algo para que esta criança não seja atingida pela loucura do nosso dia a dia (…)”

Acho muito honesto quando a mulher abre mão desta vida de mãe porque entende que suas vontades são exclusivamente necessárias e deverão ser realizadas, todas, uma a uma. Acho digno quando uma mulher abdica do seu papel de mãe porque entende que um filho não irá resgatá-la dos seus piores defeitos e fazê-la refletir que precisa sim, se tornar uma pessoa melhor já que a educação de um filho é feita através do reflexo das atitudes dos pais. Acho bacana quando uma mulher nega ser feita para a maternidade quando falta a sensação de abdicar a própria vida em função de uma criança. Não tem como, sempre vamos ter que mudar algo para que esta criança não seja atingida pela loucura do nosso dia a dia, e que nós mesmos os envolvemos.

Uma vez li que filhos não são pílulas contra monotonia, pílulas de salvação de vidas vazias e sem sentido, muito menos pílulas para manter seu marido a seu lado ou trazê-lo de volta. E é a mais pura verdade! Filhos não são sentenças de que tudo vai melhorar, de que a solidão vai acabar, de que pessoas irão se manter ao nosso lado por conta deles. Não! Filhos vão muito além disso. Filhos realmente, são pra toda vida. Duvido que exista alguma mãe consciente neste mundo que esteja em fase final de alguma doença grave, e que se sinta confortável em pensar que vai deixar seu filho. Não há, tenho certeza… ah não ser que esteja inconsciente…

“Mãe… nenhuma é perfeita, mas as tentativas de perfeição são constantes (…)”

Penso que antes de cogitar a hipótese de engravidar, toda mulher deveria se perguntar: eu sou capaz de aceitar que, apesar de dar a luz a um ser, ele não será um pedaço de mim e, portanto, não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem que alguém esteja ao meu lado? Eu sou capaz de abrir mão de determinadas coisas em minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer “não”? Eu quero, mesmo, ter um filho, ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir uma família?

Mãe… nenhuma é perfeita, mas as tentativas de perfeição são constantes, aposto. Mãe… é o padecer no paraíso, visto que não há empenho na vida mais árduo, porém, com um prêmio de consolação que se compara ao paraíso.

Só entende de fato e completamente, quem é mãe.

Graças a Deus, eu sou Daniella Prado, mãe do adolescente JV… a mulher mais feliz e realizada na maternidade que possa existir, pra mim, na verdade. Que cada mulher se sinta tão privilegiada quanto, ao saber que seu filho é o responsável por despertar em você um dos sentimentos mais puros que existem: O AMOR DE UMA MÃE!

Por: Daniella Prado 

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