Se alguém me tivesse dito isso há um ano, eu estaria completamente convencida de que o nosso tempo ainda não havia passado. Eu teria sido iludida sobre o quão tóxico tu eras para mim e acreditava que tudo o que fizeste foi para o meu próprio bem. Eu teria discutido e lutado com alguém que tentasse dizer-me que eu merecia melhor.

Porque eu simplesmente não acreditava. É engraçado, mas assustador como a minha mente funciona. Quão teimosamente posso agarrar-me à ilusão e começar a pensar que era real. Como podia estar completamente no modo de negação do que estava a acontecer.

“Talvez fosse menos assustador estar num relacionamento do que acostumar-me a ser solteira novamente.”

Talvez tenha sido a minha história passada de como nenhum relacionamento funcionou para mim. Talvez tenha sido por causa das minhas inseguranças de que no fundo; Eu era uma pessoa muito destruída e infeliz. Talvez eu estivesse atraída pela tua escuridão e caos, já que eu estava acostumada a isso. Talvez fosse mais fácil tolerar qualquer comportamento fora de linha do que enfrentar a dura verdade de que isto não estava a dar certo. Talvez fosse menos assustador estar num relacionamento do que acostumar-me a ser solteira novamente.

Talvez tenha sido tudo isso ou outra razão desconhecida, porque eu dei por mim a tentar reviver um relacionamento que estava a morrer. Eu tentei ser a pessoa ideal na tua mente e afastar-me do núcleo que me fez eu mesma. Eu abrigava uma esperança desesperada de que um dia tu mudarias e me amarias.

Eu continuei a tentar até que um dia, tu cruzaste a linha e algo em mim estalou. Eu não aguentava mais. Eu não conseguia ignorar o quão tóxico tu eras e como a minha sanidade estava a esvair-se. Eu não poderia passar mais um dia sem sonhar em libertar-me de ti e ir embora.

Ao pensar novamente, fiquei impressionada com a quantidade de esforço que coloquei para tentar prolongar a nossa separação.

“Eu perdi-te de cada vez que ficava com medo de te perder, talvez porque nunca foste meu para perder.”

Eu amei-te com o melhor da minha capacidade, com a profundidade do meu coração, e jurei até o meu último suspiro. E eu perdi-te de cada vez que quebraste a minha confiança e desconsideraste o meu valor. Eu perdi-te de cada vez que me davas vislumbres do que eu pensava ser o verdadeiro tu só para ser empurrada de volta para a realidade no dia seguinte, quando te tornavas ainda mais distante. Eu perdi-te de cada vez que ficava com medo de te perder, talvez porque nunca foste meu para perder.

Deixar-te ir é uma das coisas mais difíceis que já fiz. Não é só liberar o meu domínio sobre ti ou tirar-te da minha vida. É a ideia de que o que poderíamos ter que me estava a matar. As esperanças e sonhos do futuro. As memórias do que costumávamos ter. A verdade brutal de que estamos melhor um sem o outro.

“Eu sei que no próximo ano, neste momento, eu ficarei feliz em saber. Nessa altura, já te terei esquecido.”

Este ano, finalmente decidi deixar-te ir. Eu sei que isso é a melhor coisa que posso fazer por mim mesma. Eu sei que no próximo ano, neste momento, eu ficarei feliz em saber. Nessa altura, já te terei esquecido.

Traduzido e adaptado pela equipa de Sábias Palavras

Fonte: Thought Catalog

Autora: Liane White

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