Dizem que o amor chega sem avisar, sem hora, dia ou lugar. Ele esperou por muito tempo. Sonhava e desejava que ela fosse o seu eterno amor. Foi em dia ensolarado em que ele viu pessoalmente o que sonhava há muitos anos.

Ela era exatamente o que ele imagina. As características físicas, forma de andar, sorrir, falar, entonação de voz, o estilo de vida, tudo! Ela era o que ele mais precisava e queria. Seu coração ficou em chamas quando a viu.

Ela era linda. Não poderia acreditar que existisse alguém a qual ele já havia visto em sonhos. Por trazer marcas profundas, tomou cuidados. Fechou a guarda. Fingiu não acreditar. Ele e ela conversaram.

Ele vida aberta e ela um baú de segredos.

Ele inexperiente no amor, ela já experimentara fortes doses. Ela encantada com seu entusiasmo. Ele por seu sorriso. Ela e ele bobos como devem ser os apaixonados.

Seguraram a vontade de dizer: Amo você. Ele indicou livros. Ela quis ler todos. Ela falou sobre seu pacato cotidiano, tudo que ele sempre quis. As horas passaram rápido como nunca antes se dera. A noite estava perfeita. Combinaram de se encontrar no outro dia logo cedo. Ele planejou o dia com ela. Ela aceitou. Na despedida, ela o beijou. Ele correspondeu. Ela e ele se arrependeram de não ter dado o beijo antes.

Longe um do outro os relógios pareciam não funcionar. Depois daquele beijo a noite foi uma eternidade. Ele era empolgação. Coração acelerado, sorriso fixo, olhos brilhantes e ansiedade a mil.

Ela o aguardava pela manhã. Ele chegou antes da hora. Não tiveram problemas com isso. Os livros deixados de lado foram testemunhas de beijos, afagos, abraços, risadas. Olhos nos olhos.

Ele sentiu em seus braços pela primeira vez o amor. Deixaram tudo que haviam planejado antes de se conhecerem para trás. Agora eram ele e ela.

“Foi o encontro de duas almas. Amor na sua mais sincera forma.”

Um dia inteiro juntos. Claro, foi muito pouco. Decidiram que o dia não teria fim. Sem ver o sol dar lugar à lua, eles se amaram. Ela com os olhos lacrimejando. Ele mãos geladas. Foi o encontro de duas almas. Amor na sua mais sincera forma.

Era amor. Ela era quem ele sempre esperou. Era óbvio o amor. Eles estavam felizes por caminhar na rua com as mãos dadas. Por tomar sorvete. Por dizer nada, somente ficar abraçados. De ficar se olhando. De rir por nada. De ver fazer planos com os parentes que ele e ela nem conheciam.

Amor. Desde o primeiro dia foi amor. Fácil saber disso porque a felicidade deles estava em estar juntos. Todos os dias deveriam ser como estes dois primeiros dias foram. Ela e ele deveriam permanecer juntos. Ela era a vida para ele. Hoje ele não vive mais.

Por: Robson Rocha @ Instagram

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Robson Rocha
Jornalista por formação, assessor de comunicação. Amor incondicional pela fotografia. Libriano que sou, tenho o amor como base de tudo. Adoro escrever crônicas, além de proporcionar uma viagem tranquila ao leitor, também é a forma da qual descanso das escrituras do dia a dia. Tanto o jornalismo quanto a fotografia me proporcionam um olhar diferente, principalmente nas relações humanas e mais especificamente nas relações amorosas onde acredito ser a essência da vida.