Dirigir de chinelo no Brasil dá multa? A verdade sobre uma dúvida que poucos motoristas conhecem

Seja em dias de calor, nas férias ou em viagens para praias, uma dúvida volta a surgir entre milhões de brasileiros: afinal, dirigir de chinelo é ou não é proibido?

A resposta pode surpreender quem acredita que existe uma lei específica proibindo esse tipo de calçado ao volante. Embora muita gente repita que dirigir usando chinelos é ilegal, a verdade é um pouco mais complexa.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não cita diretamente os chinelos, mas estabelece regras que podem levar à aplicação de multa dependendo do tipo de calçado utilizado pelo motorista.

O que diz a lei sobre dirigir de chinelo?

A resposta está no artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro. O dispositivo considera infração dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais do veículo.

Na prática, isso significa que o problema não é exatamente o chinelo em si, mas sim a falta de segurança que ele pode causar durante a condução.

Os tradicionais chinelos de dedo, por exemplo, não possuem fixação no calcanhar. Durante uma frenagem brusca ou uma manobra de emergência, eles podem escapar dos pés, prender-se nos pedais ou dificultar os movimentos do motorista.

Por esse motivo, agentes de trânsito podem entender que esse tipo de calçado infringe a norma prevista no CTB.

Qual é a multa para quem dirige de chinelo?

Caso o motorista seja autuado por utilizar um calçado inadequado, a infração é considerada de natureza média.

As penalidades incluem:

  • Multa de valor previsto para infrações médias,que atualmente é R$ 130,16;
  • Adição de 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Registro da infração no prontuário do condutor.

Apesar de não ser uma das infrações mais comuns, ela pode ser aplicada sempre que o agente identificar que o calçado compromete a segurança da condução.

E dirigir descalço? É permitido?

Essa é outra dúvida bastante frequente.

Ao contrário do que muitos imaginam, dirigir descalço não é proibido no Brasil. Como não existe um calçado que possa se desprender dos pés, a legislação não enquadra essa situação da mesma forma que ocorre com os chinelos.

No entanto, especialistas em segurança viária alertam que dirigir descalço também pode trazer riscos. Pés molhados, suor excessivo ou sujeira podem reduzir a aderência aos pedais e prejudicar o controle do veículo em momentos críticos.

Portanto, embora seja permitido, não é necessariamente a opção mais segura.

Quais calçados são mais indicados para dirigir?

Especialistas recomendam o uso de calçados fechados e firmemente ajustados aos pés, como:

  • Tênis;
  • Sapatos casuais;
  • Sapatilhas fechadas;
  • Calçados esportivos.

Esses modelos oferecem melhor controle dos pedais e reduzem significativamente o risco de acidentes causados por falhas na movimentação dos pés.

Já sandálias sem salto e que possuem tira traseira presa ao calcanhar costumam apresentar menos problemas, desde que não prejudiquem a movimentação natural do motorista.

Como evitar problemas durante uma fiscalização?

A recomendação mais simples é manter um par de tênis ou sapatos confortáveis dentro do veículo. Dessa forma, mesmo que esteja indo para a praia, clube ou piscina, o motorista pode trocar de calçado antes de iniciar a viagem.

Além de evitar uma possível multa, essa medida aumenta a segurança e proporciona maior controle do veículo em situações inesperadas.

Desta forma, dirigir de chinelo no Brasil pode, sim, gerar multa, mas não porque exista uma proibição explícita ao uso desse calçado. O que a legislação determina é que o motorista não utilize nada que comprometa o acionamento seguro dos pedais.

Para evitar transtornos, multas e riscos desnecessários, a melhor escolha continua sendo utilizar um calçado firme, confortável e adequado para dirigir.

Imagem de Capa: Sábias Palavras





Márcia Lourenço
Formada em Nutrição e apaixonada pela profissão, encontro na escrita uma forma de expressão e conexão. Na criação de conteúdo do Sabias Palavras, abordo temas como saúde, bem-estar, relacionamentos e temas divertidos e de reflexão, sempre com uma abordagem humana.