Desapego fácil quando a relação não é recíproca, quando os meus sentimentos não são respeitados, quando a minha liberdade não é reconhecida e quando a minha pessoa não é admirada. Em todos esses casos sim, desapego fácil. E não tem amor que me segure, pedido de desculpas que dê jeito ou qualquer outra coisa que você considere um bom motivo para tentar mais uma vez.

Tudo tem um limite e com o meu coração não é diferente.

Em tempos de relacionamentos frágeis e substituíveis, valorizo as relações que somam e fazem um mínimo de esforço para compreender e participar da minha jornada. É uma troca, uma via de mão dupla. É saudável a relação que enxerga isso. Mas tem um preço, e atende pelo nome de maturidade. Porque chega uma fase da vida em que você, após muitos desencontros, aprende a importância de cultivar um equilíbrio emocional entre o que você espera e o que você merece de alguém.

“Se a cumplicidade não for mútua, o amor desanda.”

O amor, na sua forma mais clara e simples funciona assim, para que exista parceria é preciso ser parceria. Se a cumplicidade não for mútua, o amor desanda.

Então, se você me perguntar, é por essas e outras que desapego fácil hoje em dia. Não é nada contra o amor ou algo parecido. Eu apenas passei a tratar dos meus inteiros com mais seletividade. Não fecho portas, mas também não deixo quem não sabe o significado de lar entrar.

“(…) o coração fica mais cascudo, além de tornar-se mais sincero e intenso no seu propósito de amar.”

É claro que nada disso evitam novas decepções e uns pequenos tropeços aqui e ali mas, no geral, resolve. Resolve porque o coração fica mais cascudo, além de tornar-se mais sincero e intenso no seu propósito de amar.

Por: Guilherme Moreira Jr.

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