O Carnaval está a porta e para quem não sabe, existe um bloquinho infantil na comunidade de Juaba, vila de Cametá, cidade histórica do Pará, que já há mais de 40 anos homenageia animais da Amazónia no seu desfile pela vila.

Desde araras, jacarés, cobras e outros animais da selva amazônica, muitas são as fantasias que compõem o “Cordão da Bicharada” desde 1975 e que são criadas pelo Mestre Zenóbio Gonçalves, que com 70 anos usa restos vegetais, sarrapilheira e malva, além de materiais sintéticos como pelúcia, isopor, TNT e espuma para criar os fatos para as crianças.

Segundo este, a ideia surgiu como uma forma de consciencializar a sociedade para a importância da preservação ambiental.

“No começo, o público se assustava bastante com os animais gigantes que invadiam a cidade no carnaval. Hoje em dia, aonde quer que a gente se apresente, é uma felicidade. Crianças, jovens, adultos e idosos se unem aos bichos. As pessoas tinham medo da gente. Nós tínhamos uma regra de não tirar as máscaras e fantasias após o desfile porque queríamos conquistar o povo como bicho e não como gente”, disse Zenóbio ao G1.

Esta sua iniciativa já lhe valeu um reconhecimento em 2017 pelo Prémio Manifestações Culturais da Fundação Cultural do Pará. “Queríamos trazer uma mensagem da floresta para as pessoas, mostrando as dificuldades dos animais com a devastação das matas, com a poluição ambiental e como eles sobrevivem”, concluiu.

O que começou com apenas 20 animais, conta hoje com 120 representações animalescas de várias espécies. “Só desfilávamos em comunidade pequenas. Mas diversas vezes recebemos convites para desfilar em avenidas e tivemos que criar fantasias maiores, mostrando vários animais diferentes. E é muita gente que quer participar”, revelou.

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