Ella Casano é uma menina de 12 anos de Connecticut, EUA, que sofre de uma doença auto-imune chamada Púrpura de Trombocitopenia Idiopática (PTI). De acordo com a Mayo Clinic, esta acontece quando o sistema imunológico erroneamente ataca e destrói as plaquetas, que são fragmentos celulares que ajudam no coágulo sanguíneo, podendo provocar sangramento e hematomas excessivos.

Normalmente, esta condição acaba por desaparecer na maioria das crianças que sofrem da mesma. Contudo, isso não aconteceu com Ella, acabando por precisar de receber infusões IV a cada oito semanas e ficando limitada a praticar certas actividades quando os seus níveis estão baixos, correndo o risco de sangramento.

Apesar de já estar habituada às bolsas intravenosas, uma vez que faz o tratamento desde os sete anos da idade, quando lhe foi diagnosticada a doença, Ella admitiu que, inicialmente, a quantidade de tubos e agulhas a assustaram. Foi por isso que, quando lhe foi pedido que criasse uma ideia de negócio para um projecto da escola, esta pensou em aproveitar a sua experiência de vida nos hospitais para ajudar outras crianças que se encontrem na mesma situação e que, tal como ela, fiquem assustadas com o material médico, criando então o “Medi Teddy”.

Crédito: Reprodução Instagram / @medi_teddy

Quando tive a minha primeira infusão, fiquei surpresa e um pouco intimidada pela aparência da quantidade de tubos e equipamentos médicos no meu porta-soro”, pode ler-se no seu site. “Como eu vi mais e mais crianças passando pelos mesmos sentimentos, eu fiquei mais interessada em criar uma experiência mais amigável para jovens pacientes de IV, e por isso criei “Medi Teddy”.”

Crédito: Reprodução Instagram / @medi_teddy

“Medi Teddy” é um urso de pelúcia que serve de capa para as bolsas intravenosas, sendo a sua parte de trás feita de malha para que os médicos e enfermeiras possam monitorar a administração de medicamentos, ao mesmo tempo que torna a experiência hospitalar menos assustadora para as crianças.

Crédito: Reprodução Instagram / @medi_teddy

A ideia foi tão interessante que os próprios pais de Ella decidiram ajudá-la a lançar o produto para o mercado e procurar um distribuidor. Segundo a mãe, Meg, Ella foi completamente inflexível num aspecto: Medi Teddy seria uma organização sem fins lucrativos, de forma a que esta pudesse devolver alegria a outras crianças que passam por experiências semelhantes às que ela passa.

Felizmente, conseguiram encontrar uma empresa interessada em manufacturar o produto, contudo o pedido pedido mínimo era de 500 unidades, por isso, decidiram criar um fundo no GoFundMe de forma a poderem angariar o dinheiro necessário – $ 5000 (cerca de R$ 20 000). Rapidamente, não só conseguiram o valor pretendido, como ultrapassaram em grande o objectivo, tendo já conseguido angariar mais de $ 21 000 (cerca de R$ 82 000).

O seu próximo objetivo é, não só chegar a mais hospitais e crianças, como criar outros animais adicionais e trabalhar com equipes esportivas ou outras organizações para projetar roupas personalizadas para os “Medi Teddies”.

Fonte: CBS News e A Soma de Todos os Afetos

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