Numa sociedade maioritariamente machista, ainda nos dias de hoje as mulheres são as “responsáveis” pelas tarefas domésticas, ficando incumbidas de limpar a casa, lavar a roupa, cozinhar, tratar do jardim, entre muitas outras coisas. Contudo, quando se trata de tomar decisões quanto à construção da casa ou à sua renovação, a sua voz raramente é ouvida e as suas opiniões nem são tidas em conta, ficando o projecto totalmente nas mãos dos homens.

Foi precisamente a pensar nisso que uma arquitecta brasileira chamada Carina Guedes decidiu criar um projecto em 2013 ao qual deu o nome de “Arquitetura na Periferia” onde as mulheres podem aprender a construir as suas próprias casas, favorecendo assim a autonomia destas, ampliando a sua capacidade de análise, discussão, planejamento e cooperação que, por fim, leva a um aumento de sua auto-estima e confiança.

Crédito: Reprodução / Facebook

“Na construção civil e nas decisões de como a casa vai ser a maioria relata que suas vontades não são respeitadas, e algumas nem sequer são consultadas. São o pai, tio, marido ou pedreiro que decidem. Isso traz consequências ruins na vida das mulheres que, além do trabalho, cuidam da manutenção da casa, tais como: cozinhas sem ventilação, escadas estreitas, torneiras onde não se consegue enfiar o balde”, afirmou a arquiteta ao Portal Aprendiz.

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Este projecto é liderado totalmente por mulheres: além de Carina Guedes, trabalham também a arquiteta Marina Bornel e as engenheiras civis Rafaela Dias e Tereza Barros, e é estruturado em oficinas que podem durar entre 4 a 6 meses, começando com aulas de desenhos e croquis, passando depois para aulas de noções básicas financeiras para as mulheres saberem lidar não só com o micro-financiamento que o projecto oferece, como também com as matemáticas de gastos típicos e compra dos materiais de construção.

“É muito legal ver a transformação delas durante este processo: líderes comunitárias já reconhecidas nesse espaço de luta, mas não no doméstico, passam a ver que têm igualmente a mesma capacidade, e que a elas só falta o acesso à informação”, disse Carina.

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Sem dúvida um passo importante para as mulheres que, mesmo nos dias de hoje, continuam a lutar pela igualdade de direitos entre géneros.

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Imagem de capa: Reprodução / Arquitetura na Periferia

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