Muitos já desacreditaram do amor, eu sei. Eu também já desacreditei desse amor que pregam por aí, que esteja junto enquanto faça sentido, enquanto for bom, como se realmente houvessem coisas que são boas em todo o momento e que tivéssemos a certeza de tudo sempre.

Talvez, o amor líquido, conceituado pelo Sociólogo Zygmunt Bauman, seja esse mesmo, como um copo descartável: “faça bom proveito enquanto for útil”. O espaço para a tolerância é pouco e, menor ainda, o tempo disponível para passar pelos momentos ruins.

Impera o “me faça feliz”, de ambos os lados, como um cabo de guerra e não uma troca, criando assim, um ciclo vicioso que nunca acaba.

Sem dúvidas, instintivamente evitamos aquilo que nos traz dor, e se há uma verdade é que, as maiores decepções vêm de quem mais amamos, pois são as pessoas capazes de nos atingir, uma simples palavra pode machucar e muito. Contudo, sem depositar confiança para o outro ser melhor, não haverá combustível para seguir adiante. Sem empenho, relacionamentos são incapazes de se solidificar.

De outro lado, fato é que a resistência de algo só pode ser medida quando provada. Por isso, prefiro acreditar no amor que supera altos e baixos e que, ama mesmo quando parece que não dá mais. Aquele amor bonito, comparado às estações, que passa por invernos tão intensos e mesmo assim, não deixa de acreditar que após virá uma linda primavera, deixando tudo leve e florido.

“… as maiores histórias de amor são reais e foram escritas por pessoas reais.”

Há quem diga que as mais lindas histórias de amor se restringem às ficções contidas em filmes e às páginas de livros de romance, quando é previsível que o protagonista irá conseguir chegar no aeroporto a tempo de impedir a moça de voar para bem longe, porque se torna fácil quando está no roteiro. Contudo, as maiores histórias de amor são reais e foram escritas por pessoas reais. Basta conversar com casais mais velhos, seus cabelos brancos podem indicar algumas atitudes e pensamentos ultrapassados, mas quando se trata de amor, ouvir suas histórias, podem nos dar uma verdadeira lição de amor genuíno e altruísmo, raros em nossa atualidade.

O amor construído não é perfeito, mas pode ser comparado a um mar de rosas e, como em todas elas há espinhos, uma vez ou outra, estes irão te ferir, mas o perfume e a delicadeza irão te fazer ficar. Mesmo que escassos, ainda há aqueles que passam pela falta de recursos e pela tristeza, suportam a doença e permanecem juntos até que a morte os separe.

Por: Maitê Keitel

Imagem de capa: Orione Conceição no Pexels

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