Eliana choca ao revelar “SLEEP DIVORCE” com o marido e surpreende ao contar o verdadeiro motivo

Durante séculos, o casamento foi associado não apenas à formação de uma família, mas também à ideia de compartilhar praticamente todos os aspectos da vida.

Dormir na mesma cama, por exemplo, tornou-se um dos símbolos mais conhecidos da intimidade entre duas pessoas. Mas os hábitos dos casais mudaram bastante ao longo do tempo, e hoje algumas escolhas que poderiam parecer estranhas no passado passaram a ser vistas como alternativas para melhorar a convivência.

É nesse cenário que ganhou força o chamado “sleep divorce”, expressão em inglês que pode ser traduzida como “divórcio do sono”. Apesar do nome alarmante, a prática não significa o fim do casamento.

Trata-se da decisão de um casal de dormir em quartos separados, de maneira temporária ou permanente, quando isso contribui para que ambos tenham noites de sono mais tranquilas.

A prática voltou a chamar atenção depois que a apresentadora Eliana, 53 anos, comentou que ela e o marido, o diretor Adriano Ricco, 46 anos, recorrem ocasionalmente a essa estratégia.

O casal está junto há 12 anos e, segundo o relato da comunicadora, a decisão está relacionada principalmente à necessidade de preservar a qualidade do descanso – além de manter a relação funcionando.

Um dos fatores mencionados por Eliana é a mudança no sono durante a menopausa. Nessa fase da vida, alterações hormonais podem estar associadas a sintomas que interferem no descanso, como ondas de calor, despertares durante a noite e dificuldade para manter um sono contínuo.

Além disso, o ronco do parceiro também pode transformar uma noite aparentemente normal em horas de interrupções.

Em situações assim, dormir em ambientes diferentes pode ser uma solução prática. Em vez de interpretar a distância física como sinal de afastamento emocional, alguns casais passam a encará-la como uma forma de cuidar da própria saúde e, consequentemente, da relação.

Dormir separado significa que o casamento está em crise?

Não necessariamente. O principal ponto é entender o motivo da escolha.

Um casal pode ter uma relação saudável, manter carinho, diálogo, intimidade e vida sexual ativa e, ainda assim, perceber que dormir na mesma cama prejudica o descanso de um dos parceiros.

Ronco, horários de trabalho diferentes, temperatura do quarto, movimentos durante o sono e diferentes necessidades de descanso estão entre as situações que podem levar à busca por alternativas.

O problema aparece quando o quarto separado deixa de ser uma solução para o sono e passa a representar uma fuga da convivência.

Especialistas costumam destacar que a comunicação é fundamental. Se ambos compreendem a decisão e não existe ressentimento, a mudança pode até diminuir conflitos provocados pelo cansaço. Afinal, noites mal dormidas podem afetar humor, disposição, concentração e paciência no cotidiano.

Por outro lado, usar o “sleep divorce” para evitar conversas difíceis, afastar-se do parceiro ou encobrir problemas de relacionamento pode fazer com que uma questão prática se transforme em um problema emocional.

O que realmente é o “sleep divorce”?

O “sleep divorce” consiste, basicamente, em um acordo entre parceiros para dormir em camas ou quartos diferentes. Não existe uma única maneira de colocá-lo em prática.

Alguns casais fazem isso apenas em determinadas noites. Outros recorrem à estratégia durante períodos específicos, como quando um dos parceiros está enfrentando problemas de sono. Há ainda aqueles que preferem manter quartos separados regularmente, mas continuam compartilhando outros momentos de intimidade e convivência.

A ideia central não é criar distância dentro do relacionamento, mas encontrar uma configuração que permita aos dois descansar melhor.

Por isso, a expressão “divórcio do sono” pode causar uma impressão equivocada. O termo é chamativo, mas não significa separação conjugal. Na prática, pode representar justamente uma tentativa de preservar a qualidade da relação.

Quando dormir em quartos separados pode fazer sentido?

A alternativa pode ser considerada quando dividir a cama provoca interrupções frequentes no sono. Ronco intenso, insônia, horários incompatíveis, movimentos excessivos durante a noite ou diferenças significativas na preferência por temperatura e iluminação são alguns exemplos.

Também pode ser uma possibilidade em períodos nos quais um dos parceiros enfrenta alterações que afetam diretamente o descanso.

Entretanto, o ideal é que a decisão seja conversada e consensual. Dormir separado não deve ser uma punição nem uma maneira de demonstrar raiva. O casal precisa estabelecer como continuará mantendo momentos de proximidade, carinho e intimidade.

Outro ponto importante é não ignorar problemas persistentes de sono. Ronco frequente e intenso, pausas na respiração durante a noite, sonolência excessiva durante o dia ou outros sintomas podem justificar uma avaliação profissional, especialmente porque distúrbios do sono podem exigir tratamento específico.

A intimidade precisa continuar

Um dos principais cuidados para quem adota o “sleep divorce” é não deixar que quartos separados se transformem, aos poucos, em vidas separadas.

O casal pode continuar reservando momentos para conversar, assistir a um filme juntos, fazer refeições, sair, viajar e manter contato físico e afetivo. A vida sexual também não precisa desaparecer simplesmente porque cada pessoa passou a dormir em um ambiente diferente.

Nesse sentido, o caso de Eliana ajuda a colocar em discussão uma questão que vai muito além da celebridade: casamento não significa necessariamente fazer tudo da mesma maneira ou dividir todos os espaços durante 24 horas.

Ao longo das décadas, a própria compreensão sobre relacionamento mudou. Se antes determinadas convenções eram vistas como obrigatórias para um casal, atualmente existe maior espaço para acordos personalizados, desde que haja respeito, diálogo e consentimento.

O verdadeiro desafio, portanto, não é decidir se dormir separado é “certo” ou “errado”. É descobrir se essa escolha melhora a vida dos dois sem comprometer a conexão emocional.

No caso do “sleep divorce”, a pergunta mais importante talvez não seja “vocês ainda são um casal se dormem separados?”, mas sim: “essa decisão está ajudando vocês a viverem melhor juntos?”. Quando a resposta é sim e existe diálogo, quartos diferentes podem ser apenas uma mudança na rotina — e não um sinal de que o relacionamento chegou ao fim.

Imagem de Capa: Instagram Eliana





Márcia Lourenço
Formada em Nutrição e apaixonada pela profissão, encontro na escrita uma forma de expressão e conexão. Na criação de conteúdo do Sabias Palavras, abordo temas como saúde, bem-estar, relacionamentos e temas divertidos e de reflexão, sempre com uma abordagem humana.