
A missão Artemis II entrou para a história ao levar seres humanos mais longe da Terra do que nunca. Isso por que, esta é a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA a sobrevoar e contornar o satélite natural após mais de 50 anos da última missão Apollo.
Mas enquanto o mundo acompanha fascinado cada detalhe dessa jornada, uma pergunta chama atenção: será que o salário desses astronautas acompanha o tamanho do risco e da conquista?
A tripulação, formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, partiu rumo à Lua em uma missão histórica, enfrentando desafios extremos, incluindo o isolamento total ao sobrevoar o lado oculto lunar, quando ficaram cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra.
Rise and shine, space fans!
The official Artemis II wake‑up song playlist is here: https://t.co/2fcXhC5iEN
Stay tuned to find out the crew’s picks for the rest of the mission. pic.twitter.com/1UxlQbM0A8
— NASA (@NASA) April 8, 2026
Apesar do feito impressionante, a realidade salarial pode surpreender. Diferente do que muitos imaginam, eles são funcionários públicos dos Estados Unidos e seguem a chamada tabela General Schedule (GS), a mesma usada para outros cargos federais.
Na prática, isso significa que seus salários variam conforme experiência e tempo de serviço, geralmente entre os níveis GS-13 e GS-14.
Esses níveis correspondem a uma faixa anual que pode ir aproximadamente de 120 mil a 190 mil dólares – cerca de R$ 600 mil e R$ 950 mil por ano. Em média, a própria NASA já indicou valores próximos de 152 mil dólares por ano – aproximadamente R$ 760.000 por ano.
Pode parecer um bom salário — e de fato é —, mas quando comparado ao nível de risco, preparação e responsabilidade envolvidos, muitos consideram modesto. Segundo divulgado, não há pagamento extra garantido por missões mais longas, nem compensações públicas detalhadas por perigos extremos enfrentados no espaço.
A ex-astronauta da NASA Nicole Stott resumiu bem essa realidade ao ser questionada sobre quanto os astronautas ganham: “Não muito”. Ela ainda acrescentou: “Funcionária pública. Ninguém se torna astronauta para ganhar muito dinheiro.”
No entanto, ser astronauta exige anos de treinamento intensivo, incluindo simulações de sobrevivência, domínio de robótica, preparo físico extremo e capacidade de lidar com isolamento e pressão psicológica.
Há ainda uma diferença importante dentro da própria tripulação. Jeremy Hansen, por ser canadense e integrante da Canadian Space Agency, recebe de acordo com a estrutura salarial do Canadá, que pode variar aproximadamente entre 97 mil e 189 mil dólares anuais, ou seja, cerca de R$ 485.000 a R$ 945.000 por ano.
Mas, no fim das contas, a grande verdade é simples: os astronautas da Artemis II não estão lá pelo salário. Eles estão fazendo história, expandindo os limites da exploração humana e abrindo caminho para futuras missões — incluindo, possivelmente, a chegada de humanos a Marte.
Então, vale a pena? Para quem busca riqueza, provavelmente não. Mas para quem sonha em deixar seu nome na história da humanidade, poucos trabalhos no mundo chegam perto disso.
“You can see the surface of the Moon…we just went sci-fi.”
On flight day seven, images from our @NASAArtemis II crew amazed, turning science fiction to reality. From the lunar far side to a solar eclipse from the Moon, the views are EVERYTHING. No pressure to pick a favorite. pic.twitter.com/sHGfknqwW1
— NASA (@NASA) April 8, 2026
Imagem de Capa: X NASA

