“Perdi a vontade de viver”: Ingrid Guimarães faz alerta forte após usar canetas emagrecedoras

O relato recente da atriz Ingrid Guimarães em sua coluna do O Globo trouxe à tona um tema que vem ganhando cada vez mais espaço: o uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras.

Em um desabafo impactante, ela contou ter enfrentado efeitos colaterais intensos — incluindo apatia e perda de vontade de viver — após utilizar o medicamento apenas por motivos estéticos.

Segundo a atriz, a decisão de usar a caneta surgiu após ser convencida de que precisava perder apenas três quilos para se encaixar em padrões exigidos por eventos e trabalhos. Mesmo sem diagnóstico de obesidade ou doenças como diabetes, ela optou pelo uso — algo que tem se tornado cada vez mais comum.

Medicamentos como Mounjaro, Ozempic, e outros da mesma categoria foram desenvolvidos para tratar condições específicas, como diabetes tipo 2 e obesidade. Eles atuam diretamente no controle do apetite e da glicose, promovendo sensação de saciedade. No entanto, o uso fora dessas indicações médicas levanta preocupações entre especialistas.

No caso de Ingrid, os efeitos foram rápidos e bastante negativos. O que parecia uma solução simples para emagrecer acabou gerando enjoo constante, falta de energia e um desânimo profundo. Ela relatou que perdeu o interesse por atividades do dia a dia e até pela própria alimentação, descrevendo uma sensação de indiferença difícil de explicar.

“Eis que o milagre da canetada, que rapidamente ia me deixar sem fome, se transformou num enjoo permanente, junto com um desânimo que eu só tinha sentido no meu pós-parto. Durante uma semana, olhei para uma lagosta e um pão do mesmo jeito. Comi meio frango com a sensação de ter devorado uma feijoada. E sentar à mesa era como tomar vitaminas: você faz porque tem que fazer, mas não gosta. Meu corpo não entendeu nada. Nem eu”, relatou a atriz.

“De pessoa animada, passei a ser um pequeno corpo cansado, com preguiça de grandes movimentos. Fiquei magra e sem pressão. E sem assunto também. Virei uma daquelas mulheres quietas de quem sempre tive inveja. Aquela gente meio desanimada que fica sem ânimo até pra gargalhar e parece cool.”, continuou.

“E desenvolvi uma capacidade especial: a de reconhecer os Magros Express como eu. Uma gente que parece antipática, mas no fundo só está enjoada. Que não discute porque não tem energia. Que não ri alto porque tá sem ânimo. Até perdoei uma galera que achava blasé. Eu não emagreci só o corpo. Eu emagreci minha vontade de viver. A canetinha me anestesiou. Como as pessoas conseguem viver tanto tempo assim?”, acrescentou Ingrid.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, medicamentos desse tipo podem causar efeitos colaterais importantes, principalmente quando utilizados sem acompanhamento médico. Entre os principais estão náuseas, vômitos, perda de massa muscular e alterações no metabolismo.

Além dos efeitos físicos, outro ponto que vem sendo discutido é o impacto na saúde mental. Alguns usuários relatam mudanças de humor, irritabilidade e até sintomas de apatia, o que reforça a necessidade de avaliação individual antes de iniciar o uso.

O desabafo da atriz também levanta uma reflexão importante sobre a pressão estética atual. A busca por um corpo considerado “ideal” tem levado muitas pessoas a recorrerem a soluções rápidas, sem considerar os riscos envolvidos. Esse comportamento mostra como a estética, em alguns casos, está sendo tratada quase como uma questão médica.


Especialistas alertam que emagrecimento saudável não acontece de forma imediata. Ele envolve hábitos consistentes, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e, quando necessário, acompanhamento profissional.

Outro ponto essencial é entender que medicamento não é produto cosmético. Ele deve ser utilizado com indicação clara e acompanhamento médico. Usar esse tipo de recurso sem necessidade pode trazer mais prejuízos do que benefícios.

“2025 foi o ano em que a ode à magreza voltou com força. Não só nas passarelas. A gente passou a comprar autoestima no caixa da drogaria. Associamos a beleza à magreza, mas, em voz alta, a gente defende a diversidade dos corpos livres. Nós somos os novos drogados da magreza, escondendo nosso vício pela perfeição. Mesmo que isso nos custe a inanição.”, finalizou a atriz.

O relato de Ingrid Guimarães serve como um alerta real e atual. Emagrecer rápido pode parecer tentador, mas a saúde — física e mental — sempre precisa vir em primeiro lugar.

Imagem de Capa: Ingrid Guimarães/Canva





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