Estudo conclui que ‘apenas dois’ países no mundo todo sobreviveriam a uma guerra nuclear

Com o aumento das tensões no Oriente Médio nos últimos dias, um especialista em guerra nuclear prevê que se ocorresse o lançamento dos 12.000 mísseis existentes no mundo, isso seria capaz de dizimar cinco bilhões de pessoas e levar a um “inverno nuclear”.

Dentro desta teoria, um novo estudo concluiu que apenas dois países sobreviveriam a uma guerra nuclear. A descoberta surge em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos e Israel, ambas potências nucleares, lançando mísseis contra o Irã.

Israel tem disparado mísseis contra Teerã, a capital iraniana, enquanto o Talibã, no Afeganistão, lançou um ataque contra o Paquistão, país com armas nucleares. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que continuam interceptando mísseis direcionados a Israel, enquanto a guerra no Oriente Médio persiste.

Desta forma, isso gerou preocupações de que as guerras possam se intensificar. No entanto, enquanto o inverno nuclear cobriria todos os cantos do mundo, apenas Austrália e a Nova Zelândia sobreviveriam, afirmam cientistas na revista Nature.

A especialista em apocalipse Annie Jacobsen, autora de “Guerra Nuclear: Um Cenário”, utilizou artigos científicos e especialistas em defesa para prever o que aconteceria caso as 12.000 armas nucleares do mundo fossem disparadas. No podcast “The Diary of a CEO”, ela afirmou: “Centenas de milhões de pessoas morreriam nas bolas de fogo, sem dúvida alguma.”

Annie afirmou que isso também causaria devastação nas áreas que sobrevivessem às explosões iniciais. Ela explicou: “Lugares como Iowa e Ucrânia ficariam cobertos de neve por 10 anos, e a agricultura entraria em colapso. Quando a agricultura entra em colapso, as pessoas simplesmente morrem.”

A especialista afirma que cerca de três bilhões de pessoas poderiam sobreviver às explosões iniciais, mas suas vidas seriam irreconhecíveis. Ela acredita que a Austrália e a Nova Zelândia resistiriam em grande parte ao inverno nuclear e ainda seriam capazes de cultivar alimentos.

Annie também explicou que detonar milhares de ogivas nucleares modernas destruiria uma fina camada do gás que nos protege do sol. Ela afirma que, além dos danos à camada de ozônio, haveria o risco de envenenamento por radiação.

E embora a Austrália e a Nova Zelândia possam sobreviver, ela prevê que as pessoas de lá teriam que viver no escuro. Ela prevê que as pessoas estariam “lutando por comida” e “vivendo no subsolo”.

A previsão de Annie surge após uma série de mapas que previam que mísseis iranianos poderiam devastar diversos países, incluindo alguns destinos turísticos populares. Relatos sugerem que as ogivas poderiam ter um alcance de até 2.000 quilômetros.

Isso significa que destinos turísticos populares como Dubai, Chipre, Turquia e Egito podem estar ao alcance.

É possível que isso aconteça?

É importante destacar, contudo, que estas projeções não significam necessariamente que tal cenário venha a acontecer. Os dados apresentados partem de uma hipótese extrema, em que TODAS as cerca de 12.000 armas nucleares existentes no mundo seriam utilizadas num conflito em larga escala.

Na realidade, existem inúmeros fatores políticos, militares e diplomáticos que podem impedir que uma situação deste tipo se concretize. Caso as tensões internacionais diminuam ou sejam resolvidas por vias diplomáticas, o mundo poderá nunca chegar perto de um cenário tão catastrófico como o descrito pelos estudos.

Imagem de Capa: Canva





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