O que é verdadeiro persiste.

Às vezes, abre mão e desiste, mas entende a diferença entre o que existe e o que meramente insiste. Dos sonhos a simples esquisitices – essas vontades fora de hora, vigora aquilo que no peito aflora. E, ainda que seja ignorado por ora, volta e meia se revolta e mostra que ainda resiste.

Já tentou jogar fora alguma coisa e, no dia seguinte, viu que tudo estava ali de volta? Maluquice, eu sei. Mas adianta brigar com o que já criou raiz? Segue feliz, amigo. Não liga. O que é pra ser tem mais força do que a gente pensa, mas tudo também vai depender de como a gente pensa.

Sei que, sim, o que é verdadeiro persiste.

Às vezes, persiste como dor, outras, como uma simples saudade. Pode se passar por cima. Pode ser que encontre mais um motivo qualquer – para esquecer ou lembrar – na próxima esquina, mas o que é verdadeiro é uma praga. No final das contas, é aquilo que essa gente tonta repete à torto e direito nos ouvidos de quem sabe que carregar tal coisa não é defeito.

É apenas o que se sente. E o sentir é para os fortes. Só eles entendem que essa persistência é a virtude de algo maior que o entendível. É que o verdadeiro insiste. Não, calma. Existe. Péra. Persiste. É, isso aí mesmo. Sabe lá o que cada um faz dele, mas o verdadeiro tem uma força além do entendível. Incrível.

O verdadeiro persiste sendo não perecível.

FONTEGustavo Lacombe
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