Há uma distinção fundamental entre ser gentil e ser legal. Enquanto a gentileza é um dom inerente que todos podemos cultivar, ser “legal” muitas vezes se traduz em estratégia para agradar aos outros.
Desse modo, as mulheres mais jovens são “obrigadas” a seguir o padrão de boa menina, assim sendo mais prejudicial do que benéfico.
Desde cedo, as mulheres são instruídas a serem “boas meninas” – caladas, recatadas e complacentes. A sociedade impõe expectativas que, muitas vezes, reprimem a verdadeira essência das mulheres.
No entanto, a pressão para ser “educadas” em todos os momentos força as mulheres a engolirem a raiva e a reprimir suas emoções.
Ser constantemente uma “boa menina” pode ser exaustivo e, muitas vezes, não resulta em recompensas significativas. A necessidade de se curvar aos outros, permanecer em silêncio e reprimir desejos genuínos é uma carga pesada a carregar.
Optar por deixar de ser uma “boa menina” implica não abandonar a gentileza, mas sim recusar ser pisoteada. Ser uma “garota má” significa ter orgulho em si mesma, saber o que deseja e ir atrás disso, independentemente das normas sociais.
Essa abordagem permite que as mulheres abracem sua autenticidade e integrem tanto a escuridão quanto a luz dentro delas.
Enquanto os homens têm a liberdade de expressar emoções e assertividade, expectativas de gênero ultrapassadas frequentemente restringem as mulheres. Deixar de ser uma “boa menina” envolve desafiar essas normas e reivindicar o direito de se expressar livremente, sem desculpas.
A jornada de deixar de ser uma “boa menina” começa com a honestidade consigo mesma. Perguntas como “Para quem eu realmente mandaria se lascar?” e “O que faria para me agradar?” ajudam a identificar desejos genuínos e a quebrar as correntes da conformidade.
Ser uma garota má não significa abandonar a gentileza, compaixão ou doçura. Pelo contrário, é sobre estabelecer limites saudáveis, priorizar o prazer pessoal e reivindicar o direito de escolher a si mesma em primeiro lugar.
Imagem de Capa: Canva
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