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Ser solteiro pode afetar a saúde do coração: veja o que dizem os estudos

De acordo com recentes estudos, ficar solteiro pode deixar a saúde do seu coração em risco. As pesquisas revelaram que pessoas sem parceiro fixo têm maior probabilidade de enfrentar problemas cardíacos graves, inclusive com maior taxa de mortalidade.

A descoberta reforça o impacto do suporte emocional e social na saúde cardiovascular.

Estar solteiro pode aumentar o risco de doenças cardíacas?

Um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Universitário de Würzburg, na Alemanha, acompanhou mais de mil pacientes com insuficiência cardíaca ao longo de dez anos. Os cientistas queriam entender como o estado civil influencia a evolução da doença – e os resultados foram surpreendentes.

Entre os participantes, 63% eram casados e 37% solteiros (incluindo viúvos, divorciados e nunca casados). Dessa maneira, foi revelado que os solteiros tinham risco significativamente maior de morrer por problemas cardíacos e outras causas.

Isso ocorre devido a diferença no apoio emocional e na rotina de cuidados. Casados costumam ter mais incentivo para seguir tratamentos médicos corretamente, manter hábitos saudáveis e procurar ajuda quando necessário.

Já quem vive sozinho pode ter mais dificuldade para manter uma rotina de cuidados e sentir-se menos motivado a priorizar a própria saúde.

Além disso, o estudo usou o Questionário de Cardiomiopatia de Kansas City para medir a autoeficácia e as limitações sociais dos pacientes. Os solteiros pontuaram mais baixo nesses indicadores, o que reforça a conexão entre isolamento social e piora na saúde cardíaca.

O papel do suporte social na saúde do coração

Então, ter um parceiro no seu dia a dia faz toda diferença. Não se trata apenas de ter companhia, mas de contar com uma rede de suporte que contribui para a manutenção da saúde.

Por isso, profissionais da saúde já consideram o estado civil como um fator de risco relevante no tratamento de doenças cardíacas.

O coração também sente falta de companhia

Ainda que o amor não seja uma fórmula mágica contra doenças, o estudo mostra que o apoio emocional pode ter um impacto real na saúde do coração. Pessoas casadas tendem a seguir melhor os tratamentos e vivem mais, em média, do que os solteiros.

No entanto, para quem não tem um parceiro, buscar formas de fortalecer os laços sociais e cuidar da saúde mental pode ser um passo essencial para proteger o coração.

Imagem de Capa: Canva

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