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Mãe revela por que se recusa a contar a QUALQUER PESSOA – inclusive à própria família – se seu filho de 4 anos é menino ou menina

A documentarista Leah Borromeo, de 46 anos, que mora em Londres com seu parceiro Matt, é alvo de críticas desde que teve seu filho. Atualmente com 4 anos, os pais estão criando Riley de forma totalmente independente de gênero, onde nem mesmo a família deles sabe o sexo biológico da criança.

Riley, que usa pronomes “eles” (they, em inglês, para ser aplicado o pronome neutro), é a primeira criança sem gênero na creche que frequenta, mas Leah diz que a equipe de funcionários tem sido muito solidária e respeitado totalmente com a decisão do casal.

Leah e Matt decidiram criar seu filho sem distinção de gênero desde o nascimento, pois compartilham uma aversão aos “papéis de gênero tradicionais”.

“Você costuma ouvir coisas como ‘você não pode fazer isso porque é uma menina’ ou ‘você não pode fazer algo porque é um menino'”, disse Leah ao Metro. “Discutimos coisas como por que a sociedade tende a impor certas coisas às crianças e tenta restringi-las, como azul é para meninos e rosa é para meninas. Queremos que nossos filhos cresçam e sejam eles mesmos.”

Mas como é realmente criar uma criança sem gênero?

Como é utilizado nos EUA, a família usa o pronome “eles” ao falar sobre Riley, mas Leah diz que uma linguagem ampla e igualitária vai além de rótulos e da escolha de um nome neutro em termos de gênero.

“Quando um bebê nasce, muitas vezes ouvimos enfermeiras e médicos dizendo: ‘Nossa, que menino grande e forte’ ou ‘Que moça bonita'”, explica ela. “Não acho justo generalizá-los dessa forma imediatamente.”

Leah afirma que deixa Riley tomar a maioria das decisões na escolha de roupas, brinquedos e brincadeiras, e sempre garante que tenha uma variedade de cores e estilos. Ela também explica que a criança não desempenha papéis típicos de gênero – como em tarefas domésticas, por exemplo – e adotaram uma abordagem fluida.

“Decidimos inverter o roteiro das normas domésticas, conscientemente, e meu parceiro é o cuidador principal. Então, ele é quem cozinha e limpa tudo, e nós dois trabalhamos em período integral.”, contou Leah.

A mãe revelou como é quando leva o filho ao parquinho ou à creche e como as outras crianças interagem. “Crianças em playgrounds aleatórios e áreas de recreação infantil geralmente se referem a ‘eles’ com qualquer pronome que presumem ou querem usar, e nós não os “corrigimos”, mas explicamos isso aos pais.”

“O que estamos ensinando à nossa Riley é que é 100% legal responder com ‘Eu sou uma criança! Ou eu sou Riley!’ ou qualquer emoção que esteja sentindo naquele dia. No final das contas, estamos mais interessados em ter um filho que esteja mais em contato com o que sente, em vez de alguém preso a rótulos e construções sociais.”, explicou.

Ela afirma que apesar de receber apoio da maioria das pessoas, algumas sempre tentam dar conselhos. “Se há algum conselho não solicitado sobre criação de filhos que eu daria a outro pai, é que você sempre receberá conselhos não solicitados sobre criação de filhos!”, ela diz.

“Seja online, pelo seu feed do Instagram ou por meio de parentes ou amigos, as pessoas só querem saber o que elas presumem ser o melhor para você. No meu caso, acho que o que realmente queremos é ser uma dessas famílias que ajudam a abrir as portas da mudança. Nossa principal motivação é a equidade, e não conseguiremos realmente encontrar essa equidade até que a incutamos em nossos filhos.”, concluiu.

Imagem de Capa: Arquivo Pessoal

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