Nesta quarta-feira (22), a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de repúdio contra as artistas Madonna, Anitta e Pabllo Vittar pela atuação no show gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O requerimento foi feito pelos deputados Chris Tonietto (PL-RJ), Dr. Allan Garcês (PP-MA), Cristiane Lopes (União-RO), Clarissa Tércio (PP-PE) e Júlia Zanatta (PL-SC). As deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Erika Kokay (PT-DF) tentaram retirar o texto da pauta do colegiado, mas sem sucesso.
Uma das deputadas que votaram a favor da manutenção da moção de repúdio na pauta da comissão foi Daniela Carneiro (União-RJ).
O governador do Estado, Cláudio Castro (PL), e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), também foram incluídos na moção de repúdio. De acordo com o deputado Allan Garcês, eles são responsáveis por permitir que a apresentação “com teor sexual” ocorresse.
“Se a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do Rio de Janeiro assinaram esse contrato sabendo desse teor sexual e do teor erótico que esse show ia ter, de forma aberta ao público, então, com certeza, eles assumiram o risco”, declarou.
“O caráter erótico e de inspiração pornográfica de suas coreografias – que simulavam posições sexuais e verdadeiras orgias no palco -, além de torná-las impróprias à audiência mais jovem da apresentação – que foi transmitida em rede nacional, sendo acompanhada por milhões de brasileiros de todas as idades, inclusive crianças -, ofende gravemente os princípios morais da maioria da população brasileira, e mesmo o mínimo padrão de decência necessário a uma convivência social harmoniosa”, diz um trecho da moção de repúdio.
Apesar da aprovação, a moção de repúdio não tem efeitos práticos. De acordo com definição do Congresso Nacional, trata-se de uma “espécie de requerimento que visa expressar a manifestação da Casa Legislativa em razão de um fato que enseje repúdio, louvor, apoio, desconfiança, solidariedade, regozijo, entre outros”.
Na moção aprovada contra as três artistas, foi destacado o conteúdo “nocivo” e de “forte viés erótico” da apresentação como motivo para o repúdio.
“O nosso repúdio a Madonna, Anitta e Pabllo Vittar, pela apresentação musical no show ‘The Celebration Tour in Rio’, realizado no Rio de Janeiro, no dia 4 de maio de 2024, em razão do vilipêndio à fé da maioria da população brasileira, e do conteúdo nocivo apresentado, de forte viés erótico”, diz o requerimento.
“Justifica-se plenamente a indignação do cidadão brasileiro, que o presente documento expressa e acompanha, manifestando o desejo desta Casa de que semelhantes eventos não voltem a manchar a fé e os valores da maioria de nossa população”, acrescentaram os autores do documento.
A turnê The Celebration Tour in Rio realizada por Madonna reuniu cerca de 1,6 milhão de pessoas na orla de Copacabana em um show histórico. Anitta e Pabllo Vittar foram convidadas pela artista e realizaram performances ao lado da rainha do pop.
Imagem de Capa: Reprodução TV Globo
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