Ocorreu na década de 1990, em Israel, um caso é até hoje estudado por psicólogos, economistas e líderes empresariais.
As creches enfrentavam atrasos frequentes na saída das crianças. Pais chegavam depois do horário combinado, obrigando professores a estender o expediente.
Dessa maneira, gerando não apenas um custo financeiro. Havia desgaste emocional, quebra de rotina e tensão constante no fim do dia.
A pergunta era simples: como fazer os pais respeitarem o horário? A decisão que parecia óbvia demais para ser questionada A solução escolhida foi direta: criar uma multa para cada atraso.
Portanto, aqueles pais que não respeitassem o horário, iriam ter que pagar uma multa. A lógica era clara:
Na teoria, era tudo perfeito. Já na prática, foi desastroso.
Após a implementação da multa, os gestores esperavam menos atrasos. Contudo, receberam um efeito contrário. Em poucas semanas, o número de pais atrasados triplicou.
Antes da multa, chegar atrasado carregava um peso invisível: culpa.
O pai sabia que estava desrespeitando o professor, quebrando um acordo implícito ou abusando da boa vontade. No entanto, quando a multa entrou em cena, esse sentimento desapareceu.
O atraso deixou de ser uma falha moral e virou uma opção paga.
Então, essa nova regra não educou, ela apenas autorizou aos pais continuarem a cometer esse erro.
A multa mudou a linguagem do sistema.
Antes, a mensagem era: “Chegar no horário é uma questão de respeito”. Depois, passou a ser: “Chegar atrasado tem um preço”. E tudo que tem preço pode ser negociado.
Ao perceber o erro, as creches eliminaram a multa. Mas o comportamento não voltou ao normal. Os atrasos continuaram elevados.
A razão é simples: o senso de responsabilidade original tinha sido destruído.
Quando você transforma uma relação humana em contrato financeiro, não existe botão de reset.
Esse mesmo erro aparece em empresas todos os dias:
O funcionário não pergunta mais: “Isso é certo?”. Ele pergunta: “Vale a pena?”.
Nem todo problema é resolvido com regra, punição ou dinheiro. Alguns comportamentos existem porque há:
Quando você remove isso e coloca apenas números, o sistema perde alma — e controle.
O experimento das creches mostrou algo desconfortável: o ser humano não é apenas racional, é simbólico.
Ele responde menos ao valor da multa e mais ao significado da regra.
Quando você coloca um preço no erro, não elimina o erro — apenas define quem pode pagar por ele.
Imagem de Capa: Canva
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