Reflexão

A triste geração que prefere mentir do que sentir

Chegamos em um ponto crítico da vida. Infelizmente, é mais comum mentir do que sentir. Somos uma triste geração tão acostumada com a negação, que corremos de qualquer possibilidade verdadeira de aproximação.

Na infância, podíamos pensar muitas vezes sobre o constrangimento de demonstrar afeto em público. Principalmente pelos nossos pais e outros parentes. Não é que fôssemos avessos ao carinho, mas era um trato social não expor certas atitudes na frente de estranhos. Com o tempo, na adolescência, ignoramos qualquer protocolo na busca por um alguém que nos completasse. São os hormônios, dizem. Era liberado ter uns momentos a mil por hora com alguém. Os cinemas que o digam. Mas o tempo passou. E passou rápido.
Hoje, somos uma geração de adultos que não sabe lidar com os sentimentos. Gostar é pouco, amar é muito e mentir tornou-se o ideal. Por que?

“Quando foi que o amor virou essa pedra no sapato?”

Por que fingir, mascarar e manipular experiências para um ganho exclusivo? Será que tivemos tantos tropeços ao longo da vida que viramos cascas sem nada para oferecer? Quando foi que o amor virou essa pedra no sapato? Quando, no mais irresponsável dos encontros, decidimos que não valeria a pena sentir, mas sim distorcer a realidade?

Talvez, essa seja história que preferimos contar. Aquela na qual viramos vítimas de outras sensibilidades não correspondidas. Onde, escolhendo o sentir errado, fizemos um voto de não mais permitirmos algo de verdade. Trouxa de novo? Nem pensar. Se fosse assim tão fácil. Se fosse assim tão difícil. No fundo, é tudo sem sentido, mas com sentimento. Trouxa é fingir não querer, querendo. É estipular atitudes, ditar os discursos e anotar num caderno quantos flertes foram entregues.

Paremos. Paremos antes que seja tarde. Paremos antes que a mentira fique convincente. Paremos antes que o coração cegue.

É triste uma geração que prefere mentir do que sentir. Chegamos em um ponto crítico da vida, onde nada nos resta a não ser jogar toda essa bobeira de negar para o alto e, finalmente, urgentemente, com gentilezas, apenas sentirmos. De uma vez por todas, por favor.

Por: Guilherme Moreira Jr.

Guilherme Moreira Jr.

Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro

Recent Posts

Desafio visual: seu cérebro continua ‘jovem’ se você conseguir encontrar o homem de chapéu escondido nesta imagem!

Você consegue encontrar o rosto de um homem de chapéu nesta ilustração? À primeira vista,…

13 horas ago

Esta imagem de mulheres dos anos 1970 parece absolutamente comum… até você descobrir a verdade por trás dela

À primeira vista, a fotografia parece retratar uma cena absolutamente comum: jovens estudantes dos anos…

14 horas ago

Às vésperas da eleição, sensitiva relembra previsão e revela o que diz “ver” para Lula e Flávio Bolsonaro

Com o 2ª turno das eleições chegando, uma única pergunta está na cabeça dos brasileiros:…

14 horas ago

Infecção por vírus aparentemente comum que levou Carlos Alberto de Nóbrega ao hospital revela ‘risco chocante’ que poucos conhecem

Uma infecção viral aparentemente comum pode se transformar em uma ameaça ao coração? O caso…

14 horas ago

Este exercício simples com a panturrilha antes de dormir pode TRANSFORMAR sua saúde; afirmam cientistas

Uma técnica que utiliza um músculo da panturrilha despertou o interesse de pesquisadores por seu…

2 dias ago

Esta música foi gravada em 1955, hoje é considerada uma das melhores músicas de todos os tempos!

Existem músicas que fazem sucesso por alguns meses e logo desaparecem das lembranças do público.…

2 dias ago