Reflexão

“Quantas escolhas teria feito diferente caso soubesse o resultado final?”

Se você, assim como eu, vem racionalizando muito sobre a vida, aqui vai um texto reflexivo sobre: Quantas escolhas teria feito diferente caso soubesse o resultado final?

Quantos momentos felizes e aprendizados você teria deixado de viver caso tivesse escolhido por saber como acabaria ou o que teria que enfrentar no caminho?

SIM, somos movidos pelo medo e pelo incessante desejo de acertar sempre; e pela falsa sensação de controlar tudo. Entretanto, quem seríamos sem nossos próprios erros?

Não nos damos conta de como essa necessidade de controle nos deixa ainda mais expostos, procurando “respostas certas” , às vezes de maneiras bem peculiares: cartomantes, videntes, astrólogos, autores de livros e textos de autoajuda, mais textos (rs), consultores, coaching, guias espirituais, sábios, filósofos; terceirizamos nossa responsabilidade pessoal como se opinião do outro sobre o assunto fosse mudar a nossa vida, fazendo acertar mais. Então confirmo isso para você, essas opiniões realmente irão mudar a sua vida, pois guiarão suas ações, mas desculpe te informar: elas não te darão certeza do êxito. A vida continua sendo 50% por 50% na probabilidade de “dar certo”.

Todo conselho é baseado na vivência de outra pessoa, que aconteceram em contextos, com personagens, atitudes, reações, sentimentos que nunca serão exatamente iguais a sua realidade, começando por você.

Vamos encarar o fato: você está doente, vai ao médico, compra o remédio para o seu problema, lê a bula com todos os assustadores possíveis efeitos colaterais e mesmo assim toma o remédio, afinal quer melhorar; você tem esperanças disso e entre ficar doente ou ficar curado, mesmo com os efeitos colaterais do remédio, escolhe a certeza de que está “tentando” o melhor que pode fazer neste momento, torcendo para ter acertado.

Isso é viver!

Romantizar um final feliz, acreditar que nossas escolhas são as melhores e que após todas as possíveis dificuldades o desfecho será o sonho que alimentamos, “fizemos a escolha certa”.

Preciso te dizer: não existe escolha certa.

Até porque não temos tempo para vivenciar todas as opções que ela nos dá e entraríamos num eterno ciclo de Efeito Borboleta, quem viu o filme sabe que poder “mudar” um fato do seu passado não é certeza de um futuro melhor.

Então é isso, descobri que racionalizar todas as opções, possíveis dificuldades, efeitos colaterais e levar isso em consideração para as minhas escolhas podem trazer um medo paralisante.

É preciso romantizar, é preciso esperança, é preciso uma boa dose de fé em si mesmo e nos seus sonhos para que eles saiam do papel.

Que você racionalize somente que, sim, nem tudo é um “mar de rosas”, mas que a experiência do outro ainda é a experiência do outro, que você pode escolher pelo o que quer passar e que pode mudar de escolha caso aquilo já não faça mais sentido na sua caminhada.

Você é o principal fator variável em qualquer equação e após somar, dividir, multiplicar, diminuir, só podemos torcer para após o igual encontraremos o resultado que almejamos.

Por: YK

Imagem de capa: Renato Abati no Pexels

Sábias Palavras

Relaxa, dá largas à tua imaginação, identifica-te!

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