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PRIMEIRO exame de sangue para Alzheimer chega ao Brasil: veja quanto custa e quem pode fazer

No Brasil, uma nova tecnologia acabou de chegar e promete facilitar a investigação da doença de Alzheimer. Um exame de sangue com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a ser oferecido em outubro de 2026 e pode ajudar médicos a identificar alterações biológicas associadas à doença por meio de uma simples coleta de sangue.

Esse novo teste apresenta uma alternativa menos invasiva do que os procedimentos utilizados tradicionalmente na investigação do Alzheimer. No entanto, o acesso ainda é restrito à rede particular, e a realização depende de indicação médica.

Como funciona o novo exame de sangue para Alzheimer?

O exame utiliza a tecnologia Lumipulse, desenvolvida pela empresa Fujirebio, para medir a concentração da proteína p-tau217 no plasma sanguíneo.

Essa proteína é considerada um biomarcador importante na investigação do Alzheimer. Alterações em seus níveis podem estar associadas a processos biológicos característicos da doença, incluindo o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro.

Até pouco tempo, a investigação dessas alterações podia exigir exames como o PET amiloide, um procedimento de imagem especializado, ou a análise do líquido cefalorraquidiano, realizada por meio de uma punção lombar.

Com o teste sanguíneo, os médicos passam a contar com mais uma ferramenta para auxiliar a investigação, sem a necessidade inicial desses procedimentos.

Quem pode fazer o exame para Alzheimer?

O teste foi desenvolvido para auxiliar a investigação de pacientes que apresentam sinais de comprometimento cognitivo e estão sendo avaliados por profissionais de saúde. A indicação aprovada é voltada a pessoas com 50 anos ou mais que apresentam sintomas e precisam investigar a possível relação dessas alterações com o Alzheimer.

Entre os sinais que podem justificar uma avaliação médica estão: dificuldade persistente para lembrar acontecimentos recentes, problemas para encontrar palavras durante conversas, desorientação em lugares ou situações familiares, alterações na memória e em outras funções cognitivas que interferem na rotina.

Esses sintomas não significam necessariamente que a pessoa tenha Alzheimer. Outras condições podem provocar dificuldades semelhantes, por isso a avaliação profissional é fundamental.

Quanto custa o exame de sangue para Alzheimer?

O teste com registro na Anvisa começou a ser oferecido pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O valor divulgado é de aproximadamente R$3.200, embora o preço possa variar conforme as condições de atendimento e as informações atualizadas da instituição.

O custo ainda representa uma barreira para muitas famílias, especialmente porque a investigação de alterações cognitivas pode exigir acompanhamento médico e outros procedimentos complementares.

O exame já está disponível pelo SUS?

Até o momento, o novo teste não foi incorporado à rotina de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Para que uma tecnologia seja disponibilizada de forma ampla na rede pública, é necessário passar por uma avaliação que considere as evidências científicas, a segurança, a eficácia, o custo-benefício e o impacto financeiro para o sistema.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, ainda não havia solicitação de avaliação desse exame específico pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Enquanto isso, a investigação do Alzheimer na rede pública continua sendo realizada por meio de avaliação clínica, testes cognitivos e exames complementares indicados conforme as necessidades de cada paciente.

Qual é a precisão do novo teste?

Estudos científicos indicam que a análise da proteína p-tau217 pode contribuir significativamente para identificar alterações biológicas relacionadas ao Alzheimer.

Uma pesquisa publicada em 2025 na revista Nature Medicine, que avaliou 1.767 participantes de países europeus, analisou o desempenho da plataforma Lumipulse em comparação com métodos utilizados na investigação da doença.

Os resultados mostraram uma concordância de aproximadamente 89% a 91% entre os métodos quando utilizado um único ponto de corte. Com uma estratégia baseada em dois pontos de corte, a concordância chegou a 92% a 94%, embora uma parcela dos participantes tenha apresentado resultados inconclusivos.

Um avanço na investigação do Alzheimer

A chegada de um exame sanguíneo com registro na Anvisa amplia as possibilidades de investigação da doença de Alzheimer e pode reduzir a necessidade inicial de procedimentos mais invasivos em determinados pacientes.

Apesar do avanço, o teste ainda tem limitações relacionadas ao custo, à disponibilidade e à necessidade de interpretação especializada. Por isso, pessoas que percebem mudanças persistentes na memória ou em outras funções cognitivas devem procurar avaliação médica, em vez de tentar confirmar um diagnóstico por conta própria.

A identificação adequada das causas dos sintomas é essencial para orientar os próximos passos do acompanhamento e garantir que cada paciente receba a assistência mais apropriada para sua condição.

Imagem de Capa: Sábias Palavras

Jade Lourenço

Formada em Design Gráfico e atua como criadora de conteúdo para o Sábias Palavras, onde escreve artigos voltados para saúde, bem-estar, relacionamentos e entretenimento. Apaixonada por gatos, viagens e novas culturas, busco transformar informação em conteúdos leves, envolventes e acessíveis para o público.

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