Você já reparou que quando um filme ou série é ambientado no México ou em outros países da América Latina, ele possui um filtro de tom amarelado que cobre a tela? Provavelmente sim.
Este efeito, conhecido como yellow filter (filtro amarelo), não reflete a realidade do ambiente, mas sim uma escolha estilística dos cineastas.
No entanto, esse filtro tem gerado discussões sobre sua intencionalidade e impacto cultural. Portanto, neste artigo, iremos explorar os motivos dele ser tão comum e o que está por trás dessa decisão artística.
O filtro amarelo transmite a ideia de um clima quente, árido e “exótico”. Dessa forma, cria uma sensação de calor intenso, indicando que esses locais são constantemente ensolarados e secos.
Contudo, essa escolha reforça estereótipos visuais. Muitos entendem que as regiões como o México, Brasil ou países do Oriente Médio são uniformemente inóspitas ou primitivas, ignorando a diversidade cultural e geográfica dessas áreas.
Cores desempenham um papel importante na narrativa cinematográfica. Quando as produções são ambientadas na Europa ou Estados Unidos, são predominantes tons neutros ou azulados, associados à modernidade e ao conforto.
O uso do filtro amarelo cria um contraste intencional para destacar a mudança de cenário. Por isso, ao aplicar esse tom, os diretores sinalizam que os personagens estão em um ambiente “diferente”, muitas vezes carregado de perigos ou mistérios.
O filtro amarelo é muito popular em filmes de gêneros como ação, crime ou faroeste. Desse modo, envolvem cenários empoeirados, locais remotos ou situações tensas.
O filtro contribui para a construção de uma atmosfera suja e desoladora, complementando o enredo e amplificando a sensação de perigo ou ilegalidade, mesmo que nem sempre reflita a realidade do local retratado.
Na psicologia das cores, o amarelo pode causar desconforto ou ansiedade, dependendo de como é utilizado. Essa escolha visual muitas vezes busca provocar emoções nos espectadores, criando um ambiente de tensão ou estranheza.
Em filmes ou séries que retratam locais com o filtro amarelo, o espectador pode inconscientemente associar essas regiões a sensação de insegurança ou desconforto, perpetuando uma visão distorcida.
Embora seja uma escolha artística, o uso do filtro amarelo tem recebido críticas por sua associação com estereótipos culturais.
Em vez de explorar a verdadeira riqueza e diversidade das paisagens e culturas da América Latina, muitos filmes reduzem essas regiões a um imaginário homogêneo e simplista.
“É perturbador. Esse filtro não é apenas sobre estética, mas sobre reduzir culturas vibrantes a uma visão limitada e cheia de estereótipos”, lamenta Sulymon, um analista de negócios americano com família indiana e paquistanesa, ao “Matador Network”.
Imagem de Capa: Reprodução
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