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Pesquisadores descobrem tratamento para Alzheimer que restaura totalmente a função da memória

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que causa um declínio lento nas habilidades de memória, pensamento e raciocínio. De acordo com o avanço dessa condição, uma pessoa e seus entes queridos sofrem de uma forma esmagadora.

A doença de Alzheimer foi descoberta em 1906 pelo Dr. Alois Alzheimer em uma de suas pacientes, Auguste Deter. A Sra. Deter “experienciou perda de memória, paranoia e mudanças psicológicas”.

Após sua morte aos 66 anos, o Dr. Alzheimer notou o encolhimento dentro e ao redor das células nervosas em seu cérebro durante a autópsia.

Tanto os sintomas psicológicos quanto os fisiológicos descritos pelo Dr. Alzheimer são causados por placas amiloides e emaranhados neurofibrilares do cérebro.

A amiloide é uma proteína encontrada em todo o corpo; um que, por razões desconhecidas, modifica anormalmente, produzindo uma outra forma que é tóxica para os neurônios dentro do cérebro.

Essa proteína defeituosa, como é o caso dos pacientes com Alzheimer, resulta na interrupção da transferência de minerais, como nutrientes, para o cérebro.

Desde que o Dr. Alzheimer descobriu a doença que leva seu nome em 1906, poucos avanços foram feitos. Nenhum medicamento ou terapia alterou com sucesso a progressão devastadora da doença.

Foi em 2015 que pesquisadores Australianos descobriram uma solução para limpar o cérebro de placas amiloides defeituosas: usando tecnologia de ultrassom.

O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, a técnica de ultrassom terapêutico de foco projeta ondas sonoras super-rápidas de forma não invasiva no tecido cerebral estimulação as células de remoção de resíduos.

Os pesquisadores relatam “restaurar totalmente a função de memória de 75% dos camundongos em que o testaram, com zero danos ao tecido cerebral circundante”.

Para testar a cognição, os cientistas desenvolveram três métodos: um labirinto, um reconhecimento de objetos e uma tarefa de evitação. Todos os camundongos tratados “exibiram melhor desempenho” nas tarefas administradas.

“Estamos extremamente empolgados com esta inovação de tratar a doença de Alzheimer sem o uso de terapia medicamentosa”, disse Jürgen Götz, um dos coautores do estudo.

“A palavra ‘avanço’ é frequentemente mal utilizada, mas neste caso acho que isso realmente muda fundamentalmente nossa compreensão de como tratar essa doença, e prevejo um grande futuro para essa abordagem”.

Sempre que um novo método de tratamento é descoberto, ele deve passar por vários ensaios clínicos. Os ensaios clínicos são essenciais para determinar não apenas a validade do tratamento, mas a sua segurança.

Que em breve possa em utilizada em humanos!

Imagem de Capa: dusanpetkovic1 no Adobe Stock

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