Um casal de jovens italianos decidiu seguir a vocação religiosa e se tornar padre e freira após nove anos de relacionamento. Os dois estavam noivos e prestes a casar, mas ambos sentiram o “chamado” de Deus.
Angelo e Paola se conheceram na adolescência, ele com 16 anos e ela 15, em dezembro de 1996, em uma paróquia na província de Nápoles, na Itália. Depois de nove anos de relacionamento, eles finalmente começaram a planejar o casamento. Na época, Paola estava terminando a faculdade de economia e Angelo era eletricista industrial.
No entanto, após um encontro com o pároco dom Michele Madonna, em 2005, que o destino do casal mudou completamente. “Ele tinha um mantra”, contou Angelo em um post no Facebook. “Perguntem a Deus o que ele pensa sobre você, qual é o sonho dele para você! De qualquer forma, tínhamos planeado casar, mas Deus estava prestes a virar o jogo ligeiramente, só um pouco.”, revelou.
“Deus fez Paola entender que ele a queria mas ela não conseguiu aceitar.”Os dois terminaram pela primeira vez em maio, mas se reencontraram depois de um tempo. No entanto, em outubro do mesmo ano, Paola decidiu abraçar a fé e se tornar freira.
“Continuei minha vida, mas no meu coração fiquei inquieto, tudo era insípido, nada era suficiente para mim, eu tinha tudo e mesmo assim não era feliz”, disse Angelo.
Em 2006, no ano seguinte, foi ele quem recebeu o “chamado”. “Certa noite, fiz a fatídica pergunta a Deus, com a qual o padre Michele tinha nos abordado: por que estou na Terra? O que você quer de mim? Então, abri a Bíblia aleatoriamente no trecho ‘Antes de vos formar no ventre, conheci-vos, antes de virdes à luz, consagrei-vo'”.
Aos 26 anos, ele entrou para o seminário e sete anos depois foi ordenado sacerdote. Hoje, o padre Angelo vive na Alemanha, onde presta serviço pastoral às comunidades italianas. Já Paola se tornou uma freira de clausura, carmelita descalça, conhecida como Irmã Maria Giuseppina dell’Amore Incarnato.
Hoje, padre durante quase 10 anos, Angelo conta que a relação se transformou numa linda amizade. “Sempre que estou em Nápoles, vou ao mosteiro visitá-la. Seus pais me tratam como um filho e a relação continuou excelente. Toda vez que me encontram na rua ainda perguntam quando irei visitá-los e ainda lembram do meu prato favorito.”
Imagem de Capa: Facebook Angelo Ragosta
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