Reflexão

Muitas vezes, o amor não termina, mas a paciência acaba

Encontrar o amor não é tão difícil, se comparado à árdua tarefa que consiste em mantermos acesa a chama afetiva que nos mantém juntos de quem amamos. Após o encontro amoroso, afinal, existe um longo caminho a ser percorrido, para que os sentimentos se fortaleçam e tornem a jornada conjunta repleta de cumplicidade e admiração mútua.

As pessoas vêm de universos diferentes, passaram por vivências próprias, sobreviveram a tempestades únicas e, de repente, precisam confrontar tudo o que são com alguém de fora, tentando harmonizar perspectivas na maioria das vezes dissonantes e distantes, em favor da necessidade de amarem e serem amadas. A paixão chega, arrebata e nos lança ao encontro de um mundo outro, no qual mergulharemos às cegas, a fim de saciarmos a fome de amor que é tão nossa.

“(…) o companheiro sempre será o espelho que reflete o que estamos ofertando (…)”

A convivência diária não é fácil, uma vez que o tempo nos mostra e nos desnuda em tudo o que somos, da mesma forma nos trazendo as verdades de quem está ali ao nosso lado, mesmo aquelas que nos incomodam. Infelizmente, poucos estão dispostos a enxergar, fora de si e em si mesmo, o que lhes retira da zona de conforto, o que lhes obriga a refletir sobre o que têm feito da vida. E o companheiro sempre será o espelho que reflete o que estamos ofertando, o tipo de amor que construímos ou desconstruímos diariamente.

E, se não nos permitirmos a entrega na totalidade que o amor requer, acabaremos fatalmente nos furtando de dedicar o mínimo de nós mesmos ao outro, relegando-o ao vazio solitário de nossa presença incompleta. Não abriremos mão de nada, não ouviremos os sussurros sofridos ali ao lado, não olharemos fundo nos olhos que nos buscam em vão, não sentiremos as acelerações do coração que pulsa pertinho, não responderemos aos desejos, não tocaremos a pele, não daremos, enfim, importância a quem sempre esteve conosco.

“Porque o amor é, sim paciente, mas tem o limite exato da dignidade que nos sobra ao fim do dia.”

E ninguém há de suportar o desprezo, a indiferença, a agressividade silenciosa e a companhia vazia de quem lhe prometera amar pelo resto da vida. O amor não aceita desaforo, não sobrevive de passado, tampouco se alimenta de esperanças unilaterais e de correspondência nula. Só amor, somente amar, apenas as lembranças do que já foi mas não é mais, nada disso será capaz de manter duas pessoas juntas. Porque o amor é, sim paciente, mas tem o limite exato da dignidade que nos sobra ao fim do dia. Nada mais do que isso.

Por: Prof. Marcel Camargo

Sábias Palavras

Relaxa, dá largas à tua imaginação, identifica-te!

Recent Posts

Desafio visual: seu cérebro continua ‘jovem’ se você conseguir encontrar o homem de chapéu escondido nesta imagem!

Você consegue encontrar o rosto de um homem de chapéu nesta ilustração? À primeira vista,…

3 dias ago

Esta imagem de mulheres dos anos 1970 parece absolutamente comum… até você descobrir a verdade por trás dela

À primeira vista, a fotografia parece retratar uma cena absolutamente comum: jovens estudantes dos anos…

3 dias ago

Às vésperas da eleição, sensitiva relembra previsão e revela o que diz “ver” para Lula e Flávio Bolsonaro

Com o 2ª turno das eleições chegando, uma única pergunta está na cabeça dos brasileiros:…

3 dias ago

Infecção por vírus aparentemente comum que levou Carlos Alberto de Nóbrega ao hospital revela ‘risco chocante’ que poucos conhecem

Uma infecção viral aparentemente comum pode se transformar em uma ameaça ao coração? O caso…

3 dias ago

Este exercício simples com a panturrilha antes de dormir pode TRANSFORMAR sua saúde; afirmam cientistas

Uma técnica que utiliza um músculo da panturrilha despertou o interesse de pesquisadores por seu…

4 dias ago

Esta música foi gravada em 1955, hoje é considerada uma das melhores músicas de todos os tempos!

Existem músicas que fazem sucesso por alguns meses e logo desaparecem das lembranças do público.…

4 dias ago