Em 2016, nos Estados Unidos, um caso de um idoso de 70 anos virou assunto em todos os jornais. Desse modo, ele protagonizou uma história que mistura desespero, relacionamentos conturbados e um ato drástico para escapar de sua realidade claustrofóbica.
Com um histórico de depressão, Lawrence John Ripple compartilhava sua casa com a esposa e seus quatro enteados, criando a aparência de uma vida estável e pacífica. No entanto, por trás dessa fachada, as coisas eram muito mais complexas para o idoso.
Cansado de sua residência e de compartilhar o mesmo teto com sua esposa, Ripple tomou uma decisão arriscada. Portanto, resolveu cometer um crime para ser preso e, assim, escapar da situação em casa.
Assim, depois de analisar várias possibilidades, escolheu um crime clássico e eficaz: o roubo a um banco.
O dia escolhido para o assalto foi 2 de setembro de 2016, e o alvo era o Bank of Labor, um banco local em sua própria cidade. Ripple abordou um caixa com um bilhete no qual afirmava possuir uma arma e exigia dinheiro.
Desse modo, a funcionária não só entregou uma quantia considerável de dinheiro como também acionou imediatamente as autoridades. Vendo seu plano prestes a se concretizar, Ripple sentou-se em um canto vazio da recepção, aguardando a chegada da polícia.
Quando os policiais apareceram, o segurança do banco começou a procurar pelo suposto assaltante, o que fez Ripple perceber que era hora de se entregar. Dessa maneira, ele se entregou às autoridades, e, sob custódia, confessou sua intenção por trás do crime.
Entre os agentes estava Eric Beltz, do FBI, que anotou o depoimento de Ripple. O idoso revelou que tinha tido uma discussão com sua esposa na noite anterior ao roubo, o que foi o gatilho para sua ação desesperada.
Portanto, ele ainda afirmou que havia escrito o bilhete na presença de sua esposa, que poderia corroborar sua versão. Com dúvidas sobre a veracidade da história, as autoridades do Kansas o transferiram para uma cela enquanto prosseguiam com as investigações.
Embora seu plano tenha parecido bem-sucedido, Ripple encontrou-se longe de sua família por apenas cinco dias. No tribunal, sua sentença foi bem diferente do que ele esperava.
Inicialmente, o “criminoso” foi condenado a seis meses de prisão domiciliar, o que era o oposto de sua intenção original. Para ele, estar preso em casa representou uma ironia cruel.
No entanto, quase um ano depois, em junho de 2017, o juiz Carlos Murguia aumentou sua pena. Desse modo, impondo-lhe uma multa de 745 reais a ser paga ao banco e 50 horas de serviço comunitário.
Apesar de sua história bizarra, em certa medida, ela o encaminhou para o caminho certo. Durante seu tempo no tribunal, Ripple afirmou que estava buscando tratamento para sua depressão e não se sentia mais da mesma forma.
Surpreendentemente, seus enteados e até mesmo sua esposa estiveram presentes no tribunal para lhe oferecer apoio, mostrando que, por mais estranho que tenha sido seu ato, o perdão e a reconciliação ainda eram possíveis.
Imagem de Capa: Polícia do Condado de Wyandotte/ Divulgação
Com informações: Aventuras na História
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